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agosto 08, 2009

gato

Hoje acordei com os costumeiros miados do Sushi à porta do meu quarto. Desde que adoptei o Sushi e o Gato, em janeiro deste ano, depois da morte inesperada do Gaston, que sempre dormia sossegadamente aos pés da cama, passei a ter de fechar a porta para evitar acordar à 5 da manhã com as brincadeiras dos felinos que utilizavam a minha cama (e eu lá dentro) como campo de batalha. Fico assim tranquila durante a noite mas, pela manhã, o Sushi habituou-se a chamar-me com lamentosos miados do lado de fora da porta.

Pois levantei-me, enchi o prato dos gatos com ração e voltei para o aconchego dos lençóis; 8h30m de sábado, não é, para mim, hora de me pôr a bulir. Nove horas e tocam insistentemete à porta. Faço-me de surda, não vou abrir e amaldiçoo o mundo inteiro que não me deixa dormir. Cinco minutos depois toca o telemóvel sobre a mesa de cabeceira. Olho o mostrador e vejo o nome da porteira. Mau... Que se passa? Atendo e a voz do outro lado depois de cumprimetos e hesitações: "Tenho o seu gato morto no meu terraço". Merda, merda, merda. O Gato, o tigrado que, de tanto nome que teve, continuava a chamar-se apenas "Gato" caíu da varanda durante noite, provavelmente numa brincadeira mais desastrada com o irmão, e, infelizmente, falhou o toldo da porteira que lhe teria amparado a queda de 6 andares.

Durante 6 anos, o Gaston ensaiou equilíbrios e passos de dança sobre o varandim e nunca caíu. O Gato tinha 10 meses e era possuidor de uma das pelagens tigradas mais bonitas que já vi, para além de ser de uma meiguice avassaladora. O Sushi anda para aí a miar à procura do seu companheiro de brincadeiras. Já está no canil, onde o deixei há pouco dentro de um saco de plástico num carrinho de mão. Merda, merda, merda.

janeiro 28, 2009

Bizkit au cinéma

Acabo de descobrir a razão das ausências prolongadas do meu cão no e-mail que recebi agorinha do meu vizinho:

Ce n'est sans doute pas un très bon film mais dans toutes les stations de métro de Paris, je voyais la tête de Belmondo et la tête de Bizkit. Peut-être qu'il est passé à coté d'une belle carrière ? Peut-être que Joao pourrait lui donner une chance ?

É isso. O cão enveredou pela carreira artística e anda nos ensaios. E eu aqui a pensar em copos e mulheres...

acho...

...que o meu cão tem uma gaja. Que outro motivo pode levar um animal com 50X40X20cm a demorar-se duas horas e meia na rua numa noite de chuva miudinha e chegar a casa com um apetite avassalador?

janeiro 24, 2009

bom, este blogue...

... não é nada democrático, embora se tenha dado ares durante uns dias. Aqui o que impera é a oligarquia e mainada. Portanto, após consenso familiar, apresento-vos o Calvin (de brilhante pelagem negra) e o Hobbes (aparentado com o original).




Agradeço porém a vossa colaboração, as vossas sugestões, os vossos votos, comentários e blablabla. Em particular agradeço ao Insano que, logo da primeira e talvez única vez que aqui aterrou, foi o primeiríssimo a lembrar-se desta dupla, da qual ainda por cima sou fã e que me tinha escapado.

O Insano, que não tenho o prazer de conhecer, acabou pois de ser promovido a Padrinho dos meus gatos. Claro que padrinho tem obrigações, não é verdade?

janeiro 20, 2009

será da ração?

Agora que vou conhecendo melhor a personalidade de cada um dos meus gatos, acho que vou chamar Bufas a um e Surdas a outro...

Porr@.....!

janeiro 17, 2009

eh pá, desculpem lá e tal...

... mas à conta deste menino, alterei a enquete (esta palavra existe mesmo ou é invenção do blogger?) aqui ao lado e então quem já votou, olhem... votem lá outra vez, ó fáxavor!

janeiro 14, 2009

rei morto rei(s) posto(s)

Uma mulher habitua-se a viver com um gato e depois não sabe viver doutra maneira...

Pois é a falta da cabeça do gato a roçar as bordas das páginas do livro que lê à noite na cama.

Pois é a ausência daquele susto quando está quase a adormecer no sofá e o gato salta silenciosamente para o colo.

Pois são as unhas que já não verificam a solidez da perna antes do enroscanço.

Pois é não ter de abrir os armários e gavetas para procurar o gato que lá se escondeu enquanto a D. Antónia virou costas e vê-lo a sair espreguiçando-se depois de um dia de sonos entre camisolas de lã.

Pois é não ter aquele pelo todo onde enfiar os dedos distraidamente enquanto conversa com os prórpios botões.

Pois é. Foi a saudade de todos esses pequenos prazeres da companhia felina que me levou há dois dias à loja de animais aqui do bairro a ver se havia gatinhos para dar. Não havia, mas uma senhora tinha lá deixado o contacto, se aparecesse alguém e blablabla, telefonema, volte amanhã, vê se gosta e escolhe e blablabla, resumindo e concluindo ontem saí da loja com dois gatinhos irmãos, porque assim brincam e não ficam tristes e leve lá os dois e eu sou mole, não é...

De maneira que agora tenho cá estas duas lindezas ainda sem nome (ontem chamavam-se Blake e Mortimer, mas Mortimer é grande de mais e ainda ficava Morty e, bem... não me apetece):




Mas então ajudem-me lá, please

Laurel & Hardy?
Eros & Cupido?
Buda & Krishna?
Batman & Robin?
Aquiles & Heitor?
Créos & Vulcano?
Camembert & Roquefort?
Tom & Jerry?
Duffy & Duck?
Pussy & Cat?
Achille & Talon?
Magritte & Dali?
Berlioz & Toulouse?
Toulouse & Lautrec?
Charles & Darwin?
Kant & Hegel?
Marcel & Proust?
Mia & Miao?
D. Quixote & Sancho Pança?
Fellini & Visconti?
Baltazar & Belchior?
Morris & Goscinny?
Lucky Luke & Jolly Jumper?
R2D2 & 3CPO?
Fritz & Lang?
Simon & Garfunkel?
Cat & Stevens?
Amadeus & Mozart?
Ra & Aton?
César & Calígula?

Helllllllllllllllllllllllllllllllllllp!!!!!!!!!!!!!!!

janeiro 02, 2009

e a 31 de Dezembro de 2008...

...para que o ano não começasse tão mal para ele como estava a ser o final de 2008, pedi ao veterinário que o enviasse rapidamente para o paraíso dos gatos. Escreveu-me ontem para me dizer que lá no paraíso felino voltou a ter saúde e recuperou os tintins que eu, maldosa e egoistamente, lhe tinha mandado retirar aos 10 meses. Explicou-me que, apesar disso, não me tem rancor. Desde que lá chegou, ainda não parou de comer gatas a sério, pelo que agradece. Fiquei aliviada.





Era lindo, não era? Mesmo, mesmo!

dezembro 21, 2008

gaston



O Gaston é o meu gato. De entre o que se pode esperar de um gato, é um bom gato. Independente, altivo, talvez um pouco arrogante, curioso, um nadinha burro e bastante egocêntrico. Digamos que é... um gato.

O Gaston está doente. Não está doentinho. Está mesmo doente. Ontem tive a confirmação daquilo que já esperava, pelo resultado das biópsias: tumor maligno, altamente invasivo e criador de metástases. Apareceu há um mês sob a forma de um inchaço numa pata traseira. Amanhã vai fazer ecografias e radiografias para saber se há tumores em mais algum orgão. A veterinária disse-me que, se não houvesse, se podia amputar a pata. "Os gatos adaptam-se muito bem só com 3 patas, fazem uma vida normal." Vou chateá-lo só mais esta vez com os exames por descargo de consciência. Não tenho ilusões. Também havia um quisto no pescoço que se conseguiu tirar, mas tinha a mesma origem. Sei que não vou amputar pata nenhuma ao meu gato. Sei que o "tumor maligno, altamente invasivo e criador de metástases" está irremediavelmente espalhado. Se chegar lá, o Gaston fará 10 anos em Abril. É o gato mais bonito do mundo.



Vou mantê-lo enquanto tiver a vivacidade para fazer o que fez hoje: caçar passarinhos num 6º andar e depositá-los no chão da cozinha, como uma oferta.

agosto 06, 2008

ácido desoxirribonucleico


Põem-me dentro de uma caixa num apartamento em Lisboa. Quando a caixa se volta a abrir os cheiros são todos diferentes. Saio com cautela, abro as narinas e aspiro o ar com força. Tacteio o chão onde se me enterram as patas, deambulo devagar a reconhecer o sítio, roço os bigodes por todos os lugares. Não vejo o sofá, nem as camas, nem a mesa onde me costumo espreguiçar num raio de sol. Não vejo os telhados nem o rio ao longe, nem ouço as andorinhas a esvoaçar piando.

Vejo verde, árvores com as folhas a adejar ao vento, um chão de tijoleira, um deck de madeira que cobre a areia e um muro. O cheiro novo e forte aguça-me de novo os sentidos. Quero ver o que há para lá do muro.

E de repente, sem saber como, dou comigo em cima das árvores passeando pelos troncos como se nunca tivesse feito outra coisa na vida. As unhas afinal não são só para rasgar os sofás; são fantásticas para estas incursões no mundo vegetal. Daqui de cima vejo o mar ali tão perto, a brancura do areal, o colorido dos chapéus de sol, as pessoas. Logo à noite, quando não houver lá ninguém, vou ver como é o mar mais de perto.

Entretanto, caço pardalinhos em ataques surpresa ou fico-me por aqui, a dormitar, dissimulado por entre a folhagem e de cauda pendurada.

Como um leopardo.

fevereiro 25, 2008

os animais são nossos amigos

São, não são? Então os cães, verdadeiros amigos. Acompanham-nos nas melhores e nas piores horas, sempre ali, firmes a nosso lado. E são fieis e não mentem e dão ao rabo quando nós chegamos a casa e quanto mais conheço os homens mais gosto do meu cão e etecétera e tal.

E esta então, linda de morrer.

O pior é acordar num domingo de manhã, já com bastantes tarefas domésticas programadas e depararmo-nos com este preparo.



Linda de morrer...

fevereiro 20, 2008

máquina zero

Com a chuvada que caiu há 3 dias há por aí muita gente a sofrer na pele as consequências das inundações. Eu moro num sítio alto, de forma que era preciso um dilúvio acompanhado de maremoto para ter água a entrar dentro de casa. Em contrapartida, e não querendo sequer comparar a chatice, esta semana tenho a criação toda comigo: um gato e um cão, ambos residentes habituais, e uma cadela da família que de vez em quando me é deixada em regime de pensão completa.

A minha inundação, então nesta época de pré-primavera é de pelos. PELOS, senhores. Às centenas, aos milhares. Por mais que se varra e aspire, há sempre uma bolinha de pelos a esvoaçar rente ao chão.

Estou a pensar seriamente recorrer à máquina zero e resolver o problema pela raiz. Do pelo, claro.

janeiro 20, 2008

inveja



pura. inveja mesmo. de estar assim como tu, adormecido ao sol no aconchego dos edredons. sem nada que te mace, que te apoquente, que te entristeça. apenas gozando a carícia do sol e esperando a certeza de um afago. dedos por entre o pelo e tu a descontraires, a relaxares. certezas na vida de um gato. inveja.

outubro 23, 2007

Independência canina


Adoptei o Biskit há 5 anos no Algarve. Tinha sido apanhado na rua e salvo de uma morte certa ou de uma desgraçada vida de cão pela família que me alugava a casa e que, por já ter feito o mesmo a uns quantos cães e gatos, me implorou que o trouxesse.

Contra a vontade do agora meu vizinho, mas rendida àquele olhar de bambi, lá o trouxe, miserável, fraco de pernas, completamente carente de afectos e cheio de medos.

O meu filho baptizou-o em homenagem a uma banda de música duvidosa chamada Limp Biskit, vencendo o meu vizinho que lhe queria chamar Napoleon, só pelo ridículo da coisa. Em casa tem os diminutivos de Biscas e Biscoito e na vizinhança chamam-lhe várias coisas entre Whiskas, Whisky, Biscuit e sei lá que mais.

A única condição que lhe pus no processo de adopção foi a seguinte:

meu caro amigo, salvei-te de uma existência mais do que manhosa, por isso tens de fazer pela vida. se queres cama, mesa e roupa lavada, não me percas de vista que eu não estou para andar atrás de ti nem contigo na ponta de uma trela.

Acho que ele percebeu pois nos primeiros tempos não se afastava de mim mais do que 10 cm. Eu andava às voltas, fazia oitos, corria, parava, avançava, recuava e o cão sempre colado às minhas pernas.

À medida que cresceu foi-se tornando cada vez mais independente a este ponto:

- no ano passado, quando cheguei à ilha nas férias, partiu à desfilada para a casa de uns amigos para onde eu costumava ir em vez de me seguir para a casa nova que ele não conhecia. Como demorei um bocado a aparecer deve ter pensado que eu me tinha ido embora sem ele. Acabei por ter de ir buscá-lo a terra onde me esperava pacientemente no cais, depois de ter feito 3 viagens para lá e para cá sem pagar, conforme me contou depois o marinheiro de serviço.

- nas férias deste ano, um dia desapareceu por volta das 8 da noite e só regressou às 2 da manhã. podia ter dormido na rua, não é? Pois ladrou até me acordar, porque queria vir para dentro de casa.

- De manhã quando vou tomar o pequeno almoço ao café, ele vai à vida dele. Sabe perfeitamente que eu fico lá cerca de 15 minutos. pois já por várias vezes tive de ficar à espera de sua excelência mais de meia hora e hoje, quando saí para jantar, estava a ver que tinha de deixar a chave na porteira, pois demorou-se quase uma hora na rua.

Sim, porque com esta esperteza toda, ainda não aprendeu a entrar pela porta de serviço que está quase sempre aberta durante o dia, a subir as escadas e a sentar-se no tapete à espera que eu chegue.

Põe-se a ladrar feito parvo lá em baixo, até que eu o ouça e lhe vá abrir a porta para o subir no elevador.

Não sei se lhe dê as chaves de casa ou se lhe compre um escadote para ele chegar à campainha da porta e ao botão do elevador.

setembro 30, 2007

há oito anos


que este animal habita comigo, conseguindo assim ser a minha 3ª relação mais duradora.


Apesar disso, talvez pela inegável estupidez que lhe reconheço (é lindo de morrer, mas lerdo como tudo), ainda não percebeu que não lhe faço mal e continua quase tão arisco como quando o adoptei, gatinho de 2 ou 3 meses.

No entanto, tem comportamentos comigo muitíssimo semelhantes aos das pessoas, daqueles que vêm relatados em qualquer artigo manhoso das revistas de cabeleireiro:


Se não lhe ligo nenhuma, não me larga: salta para o colo, toca-me com a pata a pedir festas (pata essa da qual nunca aprendeu a recolher as unhas quando toca).

Se o agarro ao colo para lhe dar mimos, aguenta-se 30 seguntos, torce-se como uma enguia e salta para o chão.

É a velha história do "não f*d*, nem sai de cima".


agosto 25, 2007

eu, margot


A minha dona por uns dias tem-se esforçado por tratar bem de mim. Tenho a sensação de que ela não percebe nada do que lhe digo, o que é esquisito, já que eu a percebo muito bem embora às vezes me faça de desentendida. Pois uma destas noites quando cheguei ao pé dela e lhe disse: quero fazer cocó, levas-me à rua?, ela, em vez de sair comigo outra vez, foi-me dar água e comida. Eu ainda disse: não tenho fome nem sede, só queria fazer cocó, ao que ela desata a fazer-me festas na barriga. Bem sei que tínhamos acabado de sair e não me tinha dado vontade, mas fui bem explícita. Como não havia meio de ela sair comigo e eu estava mesmo aflitinha, acabei por me aliviar na sala. Então não é que a tipa se fartou de ralhar comigo? Não é justo...

Ontem, porém, foi uma querida. Levou-me a casa de uns amigos dela que têm um grande jardim e uma piscina. Estava lá um rapaz bem simpático, o Pipo, uns anos mais velho que eu, mas enturmámos bem. Ele estava um bocado triste porque lhe morreu o irmão gémeo há pouco tempo por isso eu esforcei-me por animá-lo e brincar com ele. Lá andámos a rebolar na relva onde fizemos um belo buraco, trocámos pulgas, mordiscámo-nos nas orelhas e abanámos os rabos. O pior foi não nos terem deixado ir para a piscina... Eu bem pedi, pois estava cheínha de calor e a apetecer-me imenso uma banhoca, mas lá está o tal problema de comunicação... ninguém me ligou nenhuma. Nem me deixaram passar para lá do portãozinho que dá acesso à zona da piscina.

Como entretanto o Pipo já estava cansado e não lhe apetecia brincar mais, eu tratei de ir explorar o sítio. Embrenhei-me lá por trás duns arbustos e nisto comecei a sentir um cheirinho mesmo bom. Eh pá! que será isto? Como não estava ninguém por ali, resolvi ir ver do que se tratava e sabem o que encontrei? Pois nada mais nada menos que um belo rato, já bem morto pois tinha umas partes meio secas e umas minhoquinhas a sairem da carne. Mas cheirava bem como eu sei lá! Nunca tinha cheirado nada assim. Uma maravilha! Peguei nele e fui-me pôr na relva, mesmo ao pé do terraço onde a minha dona por uns dias havia de ir jantar. Brinquei imenso com o ratinho, mordisquei-o, estive a ver o que faziam as minhoquinhas (estavam a comê-lo as marotas) e depois, para guardar bem aquele cheirinho rebolei-me toda por cima do bicho. Eta, que coisa boa! Nunca me tinha divertido tanto!

Estava eu toda contente, quando as pessoas começaram a vir para o jantar. A primeira a chegar foi a minha dona por uns dias, que andava à minha procura. Apareceu de nariz torcido, a dizer que o jardim naquele sítio fedia, a perguntar a si mesma se teriam andado a pôr ferthumus na relva (sim, porque eu até os pensamentos lhe leio), que assim não se podia jantar ali. De repente viu-me e disse: mas que andaste tu a fazer? Estás toda suja! Parece sangue... andaste à bulha com o Pipo? Mas que cheiro horrível... Foi nesta altura que ela viu o meu ratinho... Bom, nem sei que vos diga... a partir daqui foi um inferno. A minha dona por uns dias aos gritos a chamar a amiga com um ar todo enojado, os outros todos a aparecerem numa grande algazarra, com panos a tapar os narizes, a perguntarem mas que cheiro fétido é este? e eu sem perceber nada.

Nisto, ela agarra em mim pela coleira, puxa-me para um canto e toca a regar-me com uma mangueira de água gelada. Então, então... agora não! agora está frio! eu queria era a piscina... e ela sem ligar nenhuma, a pôr-me sabão, a esfregar-me toda, e mais água e mais sabão, eu toda cheia de espuma, um tormento.

Assim que ela me largou, fugi dali para fora e fui rebolar-me num pedaço de terra sem relva. A maluca não faz mais nada. Agarra em mim com um ar muito zangado e outra vez mangueira, sabão, mangueira. Eu de vingança sacudi-me e dei-lhe um valente duche... mas ela nem me largou. Agarrou em mim, esfregou-me com uma toalha e toca de me atirar para cima com um bafo quente que saía dum tubo que fazia muito barulho... Tive tanto medo... fartei-me de tremer... mas depois fiquei quietinha pois estava com frio e aquele ar quentinho estava a saber-me bem. A minha dona por uns dias ficou muito zangada comigo e acho que preocupada com receio que o ratinho me tivesse feito mal à barriga. Mas não. Sinto-me óptimamente.

Será que hoje vamos lá outra vez?

agosto 23, 2007

Dr. Dolitlle

Os cães falam?

Claro que falam. O pior é que não falam todos a mesma lígua. Por exemplo eu e o meu cão entendemo-nos perfeitamente. Ele sabe quando eu estou contente ou zangada com ele, quando quero brincar ou quando prefiro que ele não me chateie. Ele, por seu turno, emite os sons e faz os gestos que me permitem perceber com toda a clareza se ele quer comer, ir à rua ou que eu lhe dê um pouco de atenção.

Esta semana estou outra vez de guarda a este animal, que entretanto cresceu sem ser comigo. Em resumo, não nos entendemos. Ela ladra, eu dou-lhe água e comida. Ela ladra outra vez. Brinco com ela. Passado um bocado tenta por-se ao meu colo de patorras no teclado do pc. Faço-lhe festas. Começa a mordiscar-me a mão e o braço que já está todo arranhado. Levo-a à rua. Chegamos a casa. Ladra outra vez.

Bolas.

Eu cá só percebo rafeirês. Alguém tem um bom dicionário de goldenretrieverês?

junho 25, 2007

Margot

Como se não me bastassem já um cão, um gato e alguns gorgulhos que descobri habitando um pacote de massa na despensa, o meu filho resolveu trazer hoje a margot ( dois meses passados e a bicha tem o dobro do tamanho) para dormir cá em casa.

Se os outros dois largam pelo, (os gorgulhos já no lixo e mais o pacote de massa, coitaditos) esta larga mijo. Já sabe que os cócós se fazem na rua, mas quanto aos xixis continua, como disse o meu filho, bastante incontinente. Com a agravante que faz sempre que se assusta. Então, poça de xixi quando viu o gato a bufar de pelo e rabo espetado todo ele com o dobro do tamanho, pocinhas de xixi desde a sala até ao quarto quando levou uma sapatada, poça de xixi no patamar derivado ao receio de entrar no elevador, poça de xixi quando o cão lhe rosnou.

Também faz quando algo a sensibiliza, no bom sentido claro. Então, poça de xixi se lhe faço uma festa, poça de xixi se entro no quarto do J, poça de xixi se lhe digo que é linda.

Nunca dei tanto uso à esfregona em tão pouco tempo.



abril 29, 2007

doggy baby sitting

Este fim-de-semana tomámos conta da Margot, a quem baptizámos de Margot Fontaine, tantos são os xixis com que nos presenteia.

O gato deu-lhe uma sapatada logo à entrada, para mostrar quem manda, e o cão está indeciso entre o ciúme e o medo (!) de maneira que foge e põe-se a ganir.


Nós fazemos-lhe festinhas, andamos com ela ao colo e limpamos os presentes.







abril 14, 2007

Soluções complicadas


Cada vez mais me convenço que este animal não bate bem.
Faz-me lembrar aquelas pessoas que escolhem sempre os percursos mais tortuosos para chegarem onde querem, sem perceberem aquela coisa simples que aprendemos logo na escola primária: o caminho mais curto entre dois pontos é a recta, certo?