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março 01, 2009

sherlock holmes

Li aqui há dias no jornal uma reportagem sobre o negócio dos detectives privados e aquilo para que são mais chamados.

Casos de adultério - óbvio. Adultério é coisa tão velha como o casamento, pelo menos, e a dor de corno não passa com aspirinas. Para os amantes de vinganças, para os defensores do seu património e para os que querem sacar o do cônjuge, os serviços de um detective privado serão sempre bem vindos.

Reforçar as polícias públicas - Em épocas de crise dá sempre jeito uma mãozinha extra e as polícias recorrem por vezes a serviços de privados.

Vigiar os filhos - esta foi para mim uma enorme surpresa. Imagine-se que há pais por aí que contratam detectives privados para seguir os filhos. Para saber onde vão à noite. Para saber se bebem ou se consomem drogas. Para saber quem são os amigos. A vigilância é feita através de câmaras escondidas nos quartos, por perseguição, por garotos contratados que se infiltram nos grupos e relatam o que se passa à agência de detectives, por software inserido nos computadores e nos telemóveis que permite aos pais ler mensagens, correio e conversas no messenger.

Não sei se isto é legal nem tão pouco me interessa. O que me espanta e entristece é verificar a que ponto chegou a falta de comunicação entre pais e filhos. A total incompreensão. A falta de vergonha de recorrer a estes meios, de devassar a intimidade dos miúdos, simplesmente por incompetência de chegar a eles da forma mais óbvia: conversando, perguntando, conhecendo, sendo amigo e cúmplice.

Como dizia uma professora de francês que tive no liceu, quando a turma saía dos eixos: eu pasmo, pasmo, pasmo.

janeiro 08, 2009

os faxes e o simplex

Lembram-se das redacções da Guidinha? Aqui há dias uma amiga relembrou-mas e então como tenho aqui um tema que se adapta ao estilo, perdoe-me o Sttau Monteiro lá onde esteja, longe de mim pensar em chegar-lhe aos calcanhares, mas é mesmo assim que me apetece contar isto:

OS FAXES E O SIMPLEX

Pois lá no sítio onde eu trabalho resolveram que havia que pôr em prática algumas medidas do simplex o simplex para quem não saiba é uma coisa que embora acabe em lex não tem nada de lei é mais assim como um molho de ideias para tornar a vida mais simples a toda a gente e para poupar tempo e papel e energia a começar pela energia do cidadão e também energia da outra enfim é suposto o simplex ser bom e ecológico e politicamente correcto e moderno e essas coisas todas então lá no sítio onde eu trabalho acharam por bem acabar com os faxes e como nestas coisas se é para fazer o melhor é fazer já nem se pensou duas vezes foi mais ou menos assim numa 2ª feira olha e se a malta acabasse com os faxes? e na 3ª feira estive a pensar que aquilo de acabar com os faxes é capaz de não ser má ideia bora? bora! e na 4ªfeira desliguem-se os faxes que isto de mandar é mesmo bom e na 5ª feira já estava tudo desligado foi uma limpeza um ver se te avias nunca tinha visto tamanha eficiência desde que ali trabalho e já vai para 23 anos não tarda mesmo com a malta a gritar então e sem faxes como é que fazemos para mandar um fax? então e sem faxes como é que a malta faz para nos mandar um fax? e lá os que mandaram desligar os faxes diziam-nos que nós não éramos nada modernos e que o simplex é mesmo assim é para simplificar e que temos que poupar tempo e papel e que hoje tudo se faz por e-mail não há que enganar e aí nós dissémos ah mas o e-mail é fixe para escrever mas para enviar anexos aquilo pesa e os nossos servidores são fracotes e na volta o correio electrónico entope e aqui na nossa secção só há um scanner para 150 pessoas e temos clientes que pronto estão na idade da pedra mas não têm correio electrónico bom foi tamanha a gritaria nossa e dos clientes que queriam enviar faxes e só ouviam pipipi do outro lado que os que mandaram desligar os faxes lá resolveram então criar uns faxes virtuais que é mais ou menos assim como o e-mail mas funciona com números de telefone por isso dá para enviar correio para faxes e também para receber e prometeram que nos haviam de instalar mais uns scanners para se poderem digitalizar os documentos que têm de se enviar pronto sendo assim está bem o que tem de ser tem muita força albarde-se o burro à vontade do dono e pronto estamos todos muito contentes com o simplex porque agora de cada vez que é preciso mandar um fax é tudo muito mais simples como os tais scanners ainda não vieram vai o Sr. Arlindo à secretaria lá do fundo do corredor e põe-se na bicha dos que estão à espera que o Sr. Feliciano liberte um bocadinho o computador para eles poderem usar o scanner e quando conseguem esse bocadinho já com o Sr. Feliciano a espumar e a dizer palavrões desmancha-se a bicha e andam todos à tapona a ver quem consegue enfiar os papeis no scanner em primeiro lugar e passadas duas horas volta o Sr. Arlindo com um olho negro e os papeis rasgados a dizer que é preciso assinar tudo outra vez porque não lhe correu bem aquilo lá no scanner e então a gente assina e pelo sim pelo não tira umas fotocópias não vão os papeis rasgar-se de novo passadas mais três horas porque entretanto foi o almoço lá volta o Sr. Arlindo a dizer que desta vez conseguiu digitalizar os papeis e que pôs o ficheiro na partilha interna e vai-se a ver o servidor entupiu e tem de se esperar mais um pedacito para ver se a digitalização saíu bem mesmo que esteja um bocadinho torta paciência e lá se consegue enviar o fax pelo tal esquema virtual é um luxo para receber também não há que enganar é só chegar ao pé do Sr. Martins que é quem tem o fax virtual no computador pedir-lhe para ver se chegou algum fax da firma luzesecruzeslda mas como aquilo não tem o nome da firma só tem o número de onde vem e o Sr. Martins ainda não sabe de cor os números de fax de todos os clientes tem de abrir os faxes todos até encontrar o fax da luzesecreuzeslda depois como é preciso dar um registo de entrada é só imprimir o fax e pronto como se vê temos todos a vida facilitada poupamos imenso tempo e energia e papel pois para enviar um fax só são precisas 5 horas e duas fotocópias e para receber bastam 2 horas e uma fotocópia e enquanto não chegam os scanners aproveitámos os faxes para enfeitar com um vaso de begónias em cima e vamos-lhes passando um paninho húmido para não ganharem pó.

será que ouvi bem?

E, de cada vez que me disponho a ver o telejornal sem ser na horizontal, quando não, adormeço (e nem posso dizer que seja da irrelevância das notícias, é do sono mesmo que me dá àquela hora), pois quando me disponho a ver o telejornal, dizia, fico sempre a pensar que vivemos mesmo num país de malucos.

Então agora podem-se fazer obras públicas por ajuste directo até 5.000.000€ (cinco milhões de euros), ou seja até 1.002.410.000$00, ou seja até, contas redondas, um milhão de contos?

Isto uns meses depois de ter entrado em vigor no dia 1 de Julho de 2008 um novo diploma legal que tem entre os seus principais objectivos a obtenção de uma maior transparência na contratação pública e que impõe como limite para o ajuste directo os 150.000€, ou seja 33,(3) vezes menos?

E vem um senhor (desculpem lá, mas assim de repente, só conheço as fronhas do 1º ministro, do das finanças e da da educação), vem um senhor, dizia eu, afirmar de olhos muito abertos e arzinho inocente que, "nahhh, isto não tem nada que ver com estarmos em ano de eleições, isto são directivas comunitárias para desafogar a economia e vencer a crise".

Ah sim? Ah pois...

Vá, digam-me que afinal adormeci mesmo sentadinha e tudo e sonhei isto.

novembro 10, 2008

o milagre dos peixes...

... ou como de um pneu se fazem dois.

Ainda a propósito disto, hoje na oficina:

- Bom dia (e tal), preciso de um pneu novo. Rebentou-se um.
- Ah pois... quer ver? Olhe aqui: este pneu já estava todo ressequido, ainda deve ser o pneu de origem.
- Se calhar é. Não faço ideia. Mas como o sobressalente é novinho, veja lá, ainda tem os piquinhos de borracha e tudo, pomos o velho que não furou de reserva e substitui-se por um novo, hum?
- Bom, eu posso fazer isso, mas quando a senhora for à inspecção, não passa.
- Não passa porquê se os pneus são novos e iguais? Os da frente mudei-os há pouco tempo...
- Sabe, é que são iguais mas não são da mesma marca e eles lá na inspecção só aceitam ou todos da mesma marca ou dois de cada.
- O quê? Mas tem o mesmo diâmetro, a mesma largura bolas, é igual, não?
- Pois mas têm de ser iguais e da mesma marca e este aqui já não se fabrica
.

Bom, o pneu sobressalente (novinho, com piquinhos de borracha e tudo) voltou para o seu sítio no porta-bagagens e dois novos a pisar a estrada, da mesma marca dos que tinha, já agora.

Não percebo isto mas também... há tanta coisa que não percebo...

E assim, sempre me sinto mais segura. É isso, esta medida é só para nos proteger. É, não é?

abril 24, 2008

mas o homem não se enxerga?

Li hoje no jornal que Santana Lopes é candidato á liderança do PSD e conta com o apoio do Alberto João. Parece que Luis Filipe Menezes pediu ao rei da Madeira para se candidatar mas ele recusou. Vá lá que AJJ ainda tem alguns neurónios dos bons a funcionar. O mesmo não se passa porém, com o PSL. Bem sei que, para além de brincar aos políticos e nos fazer passar a todos pelas trapalhadas que se viram em Lisboa e no governo, PSL não sabe fazer rigorosamente mais nada e as pensões de alimentos não perdoam. Um homem tem de fazer pela vida.

Mas caramba, mais circo, não. Ele há outros países. Perdoem-me o egoísmo mas, porque não emigra? Sei lá, para a Lapónia. Olhem, pensando bem, coitados dos lapões. Eu nem me importo que uma pequenina percentagem dos impostos que entrego ao Estado seja para pagar uma reforma ao PSL só para ele ficar sossegado. Arranjávamos-lhe uma vivenda com piscina e umas miúdas jeitosas em Vila Nova da Rabona e púnhamos lá o gajo.

abril 08, 2008

bigbrádar

Lido no jornal, daqueles grátis. Será de fiar?

"Base de dados nas escolas para evitar delinquência juvenil vai compilar todas as informações sobre os alunos desde o jardim de infância"

Desde o jardim de infância????

Que é isto?

Medo. A sério.