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abril 23, 2008

weep o mine eyes



Chegadinha do ensaio onde andamos a trabalhar esta peça, a voz dos contraltos (a minha) não me sai da cabeça. Continuo sem saber para quando esta aqui, agora que andamos com as polifonias do século XVI, mas que se lixe. Também gosto disto.

abril 17, 2008

ave verum corpus




Gosto mesmo deste pedacinho de música dos céus e não há meio de o nosso maestro a pôr de novo a ensaio. Só umas duas vezes há mais de um ano, mal lhe sentimos um leve cheiro. Acho que na altura o resultado não terá sido brilhante e ele desistiu.

Estas coisas ou se cantam MESMO bem ou o resultado pode ser desastroso. Mas caramba, entretanto evoluímos e às tantas estava na hora de voltar a tentar. Nós bem pedimos, imploramos, ele diz ok, ok, um dia destes e nunca mais...

março 11, 2008

ken lee

Acaba de entrar na minha caixa de correio, vinda do forum interno do meu coro, o seguinte apelo, dirigido expressamente ao maestro:

"É mais ou menos isto que nos fazes sentir!! Vê se tens dó!"



Isto porque faz parte do nosso repertório uma canção popular da Boémia que papagueamos em algo que esperamos seja checo.

fevereiro 22, 2008

já sinto chicl ana

Aprender esta milonga tem-nos dado algum trabalho. Não encontrei no tubo nenhuma versão coral que me agradasse o suficiente para aqui pôr o que, já de si, quer dizer alguma coisa. É uma peça que pode ser lindíssima se for bem cantada, mas se não o for, bom é melhor nem falar...

Jacinto Chiclana não é fácil, aliás Piazzolla não é fácil. No entanto a musiquinha teima em não sair da cabeça e eu aproveito essa teimosia para ir cantarolando a minha parte e treinando nos tempos livres (no duche, no carro, na cozinha e isso). Vinha hoje de manhã ao volante do meu bólide de trabalho e lá vem ela outra vez instalar-se-me na cabeça. O problema é que a versão mais teimosa é a dos sopranos e eu sou contralto, ainda por cima contralto do grupo "maria vai com as outras" ou seja, se não tenho as bengalas ao pé de mim, foge-me a voz para a melodia dos sopranos que, em geral, é a que mais facilmente fica no ouvido e, neste caso em particular, nem se fala.

Não havia meio de me lembrar como era a nossa parte e pensava, "bolas, faz-me falta aqui a J que ela é que é segurinha com esta música", quando ouço um piiipiiih ao meu lado no semáforo e era a dita J. Abro a janela e:

- Olha que coincidência... vinha mesmo a pensar em ti!
- Mentirosa, não vinhas nada!
- Vinha, vinha! Ouve lá, como é a nossa parte do Jacinto Chiclana?
- Então é assim: Dum, dum, dum dum, dum, dum dum, dum, dum dum, dum, dum dum, dum dum...
- Não é essa, essa lembro-me. A outra a seguir...? Aquela do "Me acuerdo fue en Balvanera..."
- Ah! Essa é assim "Me ...

E nisto o sinal abriu e os outros carros começaram a apitar e já não ouvi nada... Fiquei o resto do dia com aquilo na cabeça, mas sempre a parte que não é a minha, num desespero por não me lembrar... Não sei se por ser também em espanhol, se pela angústia de não dar com as notas, de repente sai-me a Milonga e entra-me isto, vindo não sei donde:



Chiii...!, há quanto tempo não ouvia esta música! E não foram poucas as vezes que a dancei, quando esteve nos tops lá para os inícios dos anos 90. Viktor Lazlo...*, pois era...

* Gostava que alguém me explicasse por que raio uma mulher, francesa, gira e tal, escolhe para ser conhecida no meio artístico um nome que parece o de um bailarino de folclore húngaro, com colete e grandes bigodes negros

fevereiro 07, 2008

o meu coro no tubo

Já por diversas vezes falei aqui do meu querido coro mas nunca vos tinha dado nada para ouvir, excepto uns convitezinhos para aparecerem nas nossas actuações públicas.

Isto porque tínhamos uma lacuna grave: não estávamos no tubo. Já estamos. Os vídeos, vá-se lá saber porquê, estão com pouca luz, mas mesmo assim é de ver e ouvir! Foram filmados por António Escudeiro no ano passado, em Julho, na Igreja de Santa Catarina em Lisboa. Entretanto, progredimos bastante, portanto imaginem só a qualidade que temos agora... um mimo! (digo eu, que sou fã).

Deixo-vos com o "Ensaio de Coro" e com dois links para outros filmes mais curtinhos, aqui e aqui. Digam lá se não somos giros!

Não vale a pena procurar por mim... Já estava de férias nos Algarves e não participei nas filmagens, ohhhhhhhhhhh!


janeiro 19, 2008

forrobodó na saparia

Lá no coro o maestro continua empenhado em aumentar o programa do "bestiário musical".

Começámos agora a ensaiar esta, sem o coaxar de sapos e rãs no início e no fim, outras roupas, obviamente, e coreografia a decidir.

É super-divertida!



E a letrinha reza assim:

sapo-boi perereca rapa-cuia
se encontraram lá no brejo
pra dançá forrobodó
o cururu que pegou logo na tuba
convidou o Zé Caçote
pra cantá pelo gogó

Dança pé rachado
cururu fardado
sapo de botina
lagartixa de sapato


Para contrabalançar, o programa "músicas do mundo" vê-se aumentado com uma milonga de seu nome "Jacinto Chiclana", poema de Jorge Luis Borges musicado por Astor Piazzolla, coisa séria, portanto.

dezembro 26, 2007

máscara

nesta festa cada paradoxal teve direito a uma pintura facial que nos permitiu ser facilmente identificados entre os restantes mortais que tiveram a gentileza de responder à nossa proposta de uma noite diferente (e que foram mais de 500, boa!).

todas diferentes, mas todas em tons de azul, preto e prateado.

deveria ter guardado a minha até hoje para melhor passar despercebida na quadra natalícia.


como sou pouco prevista, tirei-a na mesma noite.

dezembro 20, 2007

e a melhor festa da christmas season vai ser...

...TUDO MENOS UMA FESTA DE NATAL!

Promovida pelo Coral Paradoxal onde orgulhosamente desafino, patrocinada por estes senhores de Braço de Prata (no site do coro pode ser consultado o programa detalhado), onde o meu filho e a sua banda vão fazer a sua primeira apresentação em público, abrindo o concerto duns rapazes já mais batidos nestas andanças será, sem dúvida, o evento do ano, graças ao maravilhoso elenco, artistas residentes e convidados e aos DJ's que vão animar a noite num fantástico baile (adoro esta palavra - baile) pós-espectáculos.


A não faltar, até porque a malta quer ir ao Europa Cantat 2009 na Holanda e as receitas da festa são para ajudar a financiar tão nobre causa.

Não me falhem, queridíssimos leitores, sabem que vos amo a todos, certo?

E pode ser que haja brindes, prémios e assim (esta se calhar não pega...) . Mas há comes e bebes, isso há.

dezembro 17, 2007

água suja

Ontem, na reunião de organização da festa do coro (a anunciar brevemente neste blog), enquanto cada um dizia o que podia levar, R, ligado ao comércio da restauração, disse:

- eu levo 500 garrafas de água.

Mais tarde, ao perceber que o leque de bebidas não era muito variado, perguntei eu:

- Ó R, e se trouxesses antes 250 garrafas de água e 250 de coca-cola?

Resposta:

- Recuso-me a comercializar a água suja do imperialismo.

A coca-cola dava jeito na festa. Mas gostei da resposta.

Ainda perguntei:

- Então e se for pepsi ou canada dry (ainda existe?)?

Nariz torcido. Fiquei a pensar se a recusa seria mesmo por causa do imperialismo...

outubro 11, 2007

este domingo...

... a não perder: fantástico concerto do meu coro.

Para possíveis interessados, pormenores aqui.

setembro 21, 2007

coralemos

A pedido deste meu colega do coro, que deve pensar que eu tenho chusmas de leitores, tadito, aqui fica a referência, tal como ele também já fez no seu blogue e muito bem. Tão bem, que nem vale a pena ler aqui mais nada, está tudo .

Mas pronto, este nosso grupo coral é mesmo original, trabalhamos muito mas também nos divertimos bastante e não tarda estamos aí nos melhores palcos, vão ver.

Vontade e empenho, pelo menos, não nos faltam.

Ah, e estão abertas novas inscrições sendo que, como sempre nestas actividades, temos sobretudo falta de:

HOMENS!, embora também se aceitem mulheres, claro que sim.

Por isso, queridos leitores, não se acanhem, venham experimentar. Como? É só ver aqui.

junho 06, 2007

coralidades


O meu coral actuou ontem na escola secundária Josefa de Óbidos, por ocasião das festividades organizadas pela dita. Tínhamos um convite para irmos cantar à mesma hora no CCB, ou talvez fosse na Gulbenkian (as solicitações são tantas que já me perco), mas as ligações afectivas de alguns dos membros do coro (um, para ser exacta) com esta escola, fizeram-nos declinar o outro convite e um cachet à maneira, e lá fomos para a Josefa.

Sopranos e contraltos de farda nova, que me faz lembrar Maria a aturar os sete filhos do capitão Von Trapp e o corpo masculino do coro esforçado para se equipar à altura, subimos ao palco diante de uma plateia cheia e entusiasta (a sério!).

Graças a uma amigdalite bastante oportuna, falhei uma das últimas apresentações públicas do coro por alturas do Natal, numa noite em que chovia a cântaros, mas estive presente numa outra, realizada num lar de idosos das forças armadas em Oeiras. Meninos, digo-vos que, sem desfazer da 3ª idade, pronto foi depois do jantar e tal (o jantar deles, que nós estávamos todos com a barriguita a dar horas), cantar para uma plateia de dinâmicos professores e interessados alunos é, definitivamente, outra coisa. Há muito menos gente a dormitar.

Entre palmas, gritos e pedidos de bis, aquilo mais parecia um concerto dos Rolling Stones. Juro, gostaram mesmo! Até porque no final, uma amiga minha que é lá professora, veio ter comigo para dizer: "Eh pá! Vocês são mesmo bons! Nunca pensei! E o repertório é muito original!" E eu, que não sou dada a falsas modéstias, respondi com um: "Pois somos. Mas duvidavas?"

Claro que o nosso maestro, pessoa exigente e cujo ouvido não tem nada a ver com os dos outros presentes, não foi exactamente da mesma opinião. Brindou-nos com um: "Mais ou menos, falharam todos os inícios mas conseguiram pegar logo a seguir. Podia ter sido melhor, mas não foi mau". Esclareça-se que isto, dito por aquele homem, "não é mau".

O que me interessa é que a malta gostou, nós gostámos, e toda a gente ficou contente.

Digo-vos: este coro vai fazer dois anos em Outubro; estamos no princípio, portanto; preparem-se, pois o Coral Paradoxal, vai dar que falar!

Vá lá, Gonçalo, o maestro gravou aquilo. Põe o filmezito na net, que eu depois deixo aqui um link.

abril 13, 2007

Juramento

Si el amor hace sentir hondos dolores
Y condena a vivir entre misérias
Yo te diera, mi bien, por tus amores
Hasta la sangre que hierve en mis arterias

Si es surtidor de místicos pesares
Y hace al hombre arrastrar largas cadenas,
Yo te juro arrastrar-las por los mares
Infinitos y negros de mis penas.


É assim o amor: sofrido, mas a valer toda a entrega, cantando.

abril 12, 2007

Ensaio

Duas semanas sem ensaio e nem percebia como me estava a fazer falta.

O maestro estava especialmente bem disposto e com aquele sentido de humor que põe toda a gente a rir.

Surpreendo-me sempre com este homem de cada vez que começamos a ensaiar uma música nova, como ontem.

Ele começa a cantar para nós apanharmos a melodia, eu olho para a partitura e penso, desta vez é que não vamos lá, esta coisa é mesmo complicada. E não é que vamos lá sempre? Com infinita paciência e obrigando-nos a inúmeras repetições, por vezes de sequências de apenas quatro ou cinco notas, ao fim de 1 hora aquilo já soa a qualquer coisa.

E no fim, depois de ensaiar cada naipe individualmente, vai juntando 2 naipes à vez, depois 3, finalmente os 4 e, quem diria, temos música! Ok, vai ter de ser ensaiado mais umas dezenas de vezes até estar bem. Mas logo à primeira, conseguimos quase sempre ter um embrião minimamente jeitoso do que aquilo vai ser daqui a umas semanas.

E esta última é um mimo. Um juramento de amor cubano que quando estiver afinadinho vai ser bom de ouvir.

Amanhã logo deixo aqui a letra.