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agosto 27, 2009

divines



Ontem reencontrei Fanny Ardant. Vinha para casa no carro, a Europa Lisboa a passar o "à quoi sert de vivre libre" e eu a lembrar-me de "huit femmes" e de como me tinha esquecido desta canção e de todas as outras do filme menos de "t'es plus dans le coup papa". Curiosa a memória musical.

Fanny Ardant deu-me vontade de Catherine Deneuve e



Catherine Deneuve de Isabelle Huppert, de forma que cheguei a casa e procurei os vídeos no tubo.

.

Divinas, todas elas, mas sobretudo estas três. Adoro este filme.

Já deixei o link da canção de Ludvine Sagnier lá em cima, os outros aqui: "mon amour, mon ami" por Virginie Ledoyen, "pour ne pas vivre seul" por Firmine Richard, pile ou face" por Emmanuelle Béart e "Il n'y a pas d'amour heureux" por Danielle Darrieux.

agosto 20, 2009

banho de lua



Em conversas de luas e luares, aconteceu-me ontem recordar este banho de lua de Celly Campello que estava perdido lá nos confins da memória da minha infância.

Esta música estava no top bem no início dos anos 60 e fazia parte da reduzida discografia do meu irmão, uma ou duas dúzias de discos de vinil dos pequenos, com duas músicas cada um, de forma que ele os ouvia vezes sem conta no pick-up lá de casa.

Anos mais tarde, quando eu própria comecei a interessar-me por música e a coscuvilhar os pertences do mano, encontrei o "banho de lua / estúpido cupido" de capa já gasta e coberta com o pó que ganham as coisas onde não se mexe por muito tempo.

Curiosa foi a reacção da minha mãe que, quando eu coloquei a agulha sobre o disco e a Celly Campello começou a tomar o seu banho de lua na sala de estar, teve um ataque de nervos e mandou-me parar com aquilo imediatamente. Obedeci, sem perceber o que tinha a minha mãe contra os primórdios do rock brasileiro, que a fazia ficar tão irritada.

E a razão era simples. Tal como algumas grávidas desenvolvem súbitos desejos de cerejas em pleno inverno, ou não suportam o cheiro das margaridas, outras, caso da minha mãe, ganham repulsa a músicas. Não conheço mais casos, mas a minha mãe é uma pessoa original. Ao que contam, o mano, então com 10 ou 11 anos, tomava banho de lua com a Celly umas dezenas de vezes por dia enquanto a minha mãe docemente me gerava no seu ventre, até ao ponto de a pobre senhora, outros 10 ou 11 anos passados, continuar a não suportar estes banhos.

Enfim, em mim não produziu o mesmo efeito e, quando alguma imposição maternal ia contra as minhas vontades, punha o banho de lua bem alto e fugia.

maio 13, 2009

amor recente

Zé Miguel Wisnik. Amor recente e súbito, depois de uma conferência/show no Domingo passado no S. Luis. A conferência está no tubo e pode ser vista em episódios daqui em diante, com algumas variações como sempre estas coisas têm. A mais importante para mim, é mesmo o facto



de ZMW estar sentado nas gravações disponíveis e ter falado e actuado quase sempre em pé no S. Luís o que, parecendo que não, faz toda a diferença, se pensarmos que a vida o presenteou com uma linguagem corporal absolutamente fantástica, envolvente, cativante, expressiva. Vale a pena ouvir e ver os vários vídeos e ficar a saber pormenores sobre poemas e canções de Vinícius que todos conhecemos mas de cujas particularidades nem todos estaremos a par.

Bom e como nestes eventos há sempre uns discos à venda, adquiri este "pérolas aos poucos" (delícia de nome) e é o que tem passado nos últimos dias no meu carro.

Para espevitar apetites, deixo aqui o primeiro vídeo da série "Vinícius, palavra e música".

Enjoy!

maio 10, 2009

strange liaisons



Ligações difíceis de entender fizeram-me ligar esta fotografia a "Sampa" de Caetano Veloso, talvez só por causa de "o avesso do avesso do avesso do avesso". E, enquanto escrevia isto, lembrei-me de "Rebus" de Paolo Conte



Cercando di te in un vecchio caffè
ho visto uno specchio e dentro
ho visto il mare e dentro al mare
una piccola barca per me
per farmi arrivare a un altro caffè
con dentro uno specchio che dentro
si vede il mare e dentro al mare
una piccola barca pronta per me
ah che rebus, ah che rebus

Ma poi questo giro in cerca di te
è turistico ahimè e mi accorgo che
chi affitta le barche è anche
il padrone di tutti i caffè
e paga di qua e paga di là
noleggia una barca e prendi un caffè
ah è meglio star qui a guardare
i pianeti nuotare davanti a me...

...nell'oscurità del rebus
ah que rebus...


Deixar a cabeça fazer ligações à solta é como puxar uma linha e ver o que vem vindo nela pendurado.

abril 12, 2009

louisssssss

Esta colectânea de músicas "Paris for lovers" que aqui pus há uns dias, começa com Ella e Louis em "April in Paris". Faz-me pensar que não vou a Paris há uns 3 anos, talvez, e está a fazer-me falta. Estando-se in love ou not in love, Paris é sempre amável, amada, amorosa, amante, amorável e usem-se ou inventem-se mais adjectivos derivados de amor que encaixam sempre. Bom, "amadora" talvez não encaixe.

Mas onde eu queria chegar nem era aqui, o objectivo desta entrada não tinha que ver com Paris mas sim com Louis Armstrong. Deixem-se ficar a ouvir um bocadinho, até à entrada de Louis em "April in Paris". É por volta do minuto dois. E reparem como ele prolonga os ésses no fim das frases:

Parissssss
blossomsssss
tablesssssssss
treessssssssssss

lindo!

fevereiro 01, 2009

hoje está...

...bom para--------------------------->>> let's do it!!!!!!!!!!!!



O vídeo, é o menos mau que encontrei no tubo para esta música, mas enfim, o melhor é mesmo a letra do Chico Buarque e a voz rouca de Elza Soares.

janeiro 30, 2009

caetano. chico também. mas, caetano

Encontrei este vídeo na vieira do mar e não resisti a colocá-lo aqui.

Adoro o Caetano. Agora também, mas mais ainda quando era assim novinho e hippie como neste filme. Estas duas músicas estão para mim bem mais ligadas à Maria Bethânia, às versões que ela canta no Drama - 3º ato, disco que ouvi até à exaustão quando tinha uns 16 anos e que recuperei mais recentemente em mp3, um must, com textos e poemas declamados pela baiana na sua voz quente e doce.

Mas gosto destas também. E gosto sobretudo do sorriso do Caetano (adoro sorrisos) e encantam-me os trinados que tem na voz de quando em vez.



Fica a letra de Tatuagem, do Chico, para quem quiser relembrar enquanto ouve.

Quero ficar no teu corpo
Feito tatuagem
Que é prá te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem...

E também prá me perpetuar
Em tua escrava
Que você pega, esfrega
Nega, mas não lava...

Quero brincar no teu corpo
Feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem...

E nos músculos exaustos
Do teu braço
Repousar frouxa, murcha
Farta, morta de cansaço...

Quero pesar feito cruz
Nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem...

Quero ser a cicatriz
Risonha e corrosiva
Marcada a frio
A ferro e fogo
Em carne viva...

Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam
O corpo todo
Mas não sentes...



janeiro 24, 2009

short dick man

Quando estou para aqui a trabalhar ponho frequentemente o wmp em random. É prático e leva-me por vezes a faixas que já não ouvia há bastante tempo. Bom para recordar, as faixas e o que se relaciona com elas, o que fiz e vivi ao som de.

Hoje, eu nos afazeres do costume e de repente começo a ouvir isto:



Não faço a menor ideia de como aqui veio parar. Mistérios do meu notebook...

janeiro 21, 2009

the scent of love

E a única coisa que me alivia um pouco depois de ter passado duas horas a tentar limpar a caixa de correio electrónico lá do sítio onde eu trabalho que, desde que isto aconteceu, fica todos os dias a abarrotar, e de não ter feito aquilo que me apetecia fazer, para além de não ter conseguido limpar a dita caixa, é que aqui o random do meu WMP teve a gentileza de me fazer acabar a noite com esta música.



Boa noite e até amanhã.

outubro 05, 2008

valse avec bachir

De novo a Festa do Cinema Francês, desta vez em má altura para mim, com muito pouco tempo livre para diversões :-(. Mas lá vou arranjando uns buraquinhos de tempo para largar o teclado, meter-me no carro, ir até ao S.Jorge e sentar-me um pedaço na sala escura a receber as imagens que me entram pelos olhos.

Em geral escolho filmes que provavelmente não irão entrar nos circuitos comerciais portugueses, a maioria das vezes de realizadores de quem nunca ouvi falar mas cujas sinopses me despertam a curiosidade. Com este critério, já vi noutros festivais filmes espantosos e também já aguentei valentes estopadas. Ontem fui ver Valse avec Bachir, um documentário em animação de um realizador israelita - Ari Folman. Recomendo uma visita ao site oficial e atenção à programação das salas, pois este, tal como Persepolis no ano passado, vai com certeza aparecer.

É um filme fantástico sobre a guerra entre Israel e o Líbano e o tristemente célebre massacre de palestinianos civis, revisitados através das memórias de alguns que à altura não eram mais do que simples soldados imberbes e assustados, entre eles o próprio Ari Folman que tenta, através de entrevistas a antigos camaradas, recordar o que a memória lhe nega, de tão dura que fora a vivência daqueles tempos.

E essas memórias que pouco a pouco se desvendam são terríveis. Mesmo que a opção pela animação consiga, de certa forma, afastar emocionalmente o espectador da realidade nua e crua não se fica imune ao peso do filme. Percebemos que por detrás dos bonecos estão pessoas, que as vozes são reais nas entrevistas, que os cenários são verdadeiros, talvez pela técnica usada de desenhar sobre imagens em vídeo.

Um documentário impressionante e comovente, um filme de animação tecnicamente espantoso, a música perfeita. Deixo o trailer, para espevitar vontades.

setembro 26, 2008

casa de carne

Casa de carne era mais ou menos como estava ontem o 2001 na festa do costume.

O momento alto da noite, pelo menos para mim e durante as 2 ou 3 horas que lá estive:


Calor de morrer, aquilo cheio como um ovo com os cotas todos a abanarem o capacete e a cantarem ao mesmo tempo:

Stop right there!
I gotta know right now!
Before we go any further!
Do you love me?
Will you love me forever?
Do you need me?
Will you never leave me?
Will you make me so happy for the rest of my life?
Will you take me away and will you make me your wife?
Do you love me!?
Will you love me forever!?
Do you need me!?
Will you never leave me!?
Will you make me happy for the rest of my life!?
Will you take me away and will you make me your wife!?
I gotta know right now
Before we go any further
Do you love me!?
Will you love me forever!?

agosto 14, 2008

i think i've gone crazy

Quando o dia de trabalho não me chega, nem de perto nem de longe, para a quantidade disparatada de coisas que tenho de fazer derivadaofacto de metade da malta estar de férias, não me restando outra solução que não a de trazer trabalho para casa e, chegando a estas lindas horas ainda a procissão vai no adro, acho mesmo que estou muito mais maluca do que este dad aqui em baixo.

Tanto mais que, deste esforço só recebo agradecimentos. Embora simpáticos, uns cobres extra no bolso dar-me-iam muito mais jeito.

Só não me digam que os funcionários públicos são TODOS uns calões, que não fazem nada, que só servem para levar a massa dos impostos e patati e patatá, ok?

É que não estou mesmo com disposição para ouvir esse tipo de merdas.

agosto 01, 2008

ni tin só ni

Parece que Agosto é o mês de Nitin Sawhney. Percebi isso quando fui à procura da outra entrada que tinha feito a propósito e verifiquei que foi há um ano. Curioso. Não sei o que tem o Verão que ver com o Nitin, mas deve haver qualquer razão que me escapa.

Eu já conhecia bem este album:

Nestas férias, um amigo da praia* teve a gentileza de passar estes dois para o meu pc:



Não me canso de os ouvir. Passei as últimas noites numa de vira o disco e toca o mesmo. Uma das coisas que me encanta nos discos do Nitin é a variedade de influências, de sons, de vozes, de línguas e de instrumentos, de registos musicais. É difícil escolher uma música de qualquer um destes discos pois o bom mesmo é ouvi-los do princípio ao fim sem interrupções.

Gosto das raízes indianas, do toque por vezes electrónico, por vezes de trip-hop ou até de rap ou de quaisquer outras coisas que nem sei identificar. Enfim, gosto do Nitin Sawhney.

Destes dois últimos albuns, deixo dois dos vídeos que encontrei no tubo, e um link para uma outra musiquinha: aqui, é só picar em Dead Man. bem gostava de vos deixar links para Mausam ou para Void ou para Noches en Vela mas não dei com elas.




* Obrigada, ó Paulinho!

maio 29, 2008

giving up

Hoje tenho estado assim. À beira de giving up. Não acredito que haja um lugar a que pertençamos.

No entanto gosto de Peter Gabriel. E de Kate Bush. E ainda mais de Peter Gabriel com Kate Bush.



In this proud land we grew up strong
we were wanted all along
I was taught to fight, taught to win
I never thought I could fail
No fight left or so it seems
I am a man whose dreams have all deserted
I've changed my face, I've changed my name
but no one wants you when you lose

Don't give up
'cause you have friends
don't give up
you're not beaten yet
don't give up
I know you can make it good

Though I saw it all around
never thought I could be affected
thought that we'd be the last to go
it is so strange the way things turn
drove the night toward my home
the place that I was born, on the lakeside
as daylight broke, I saw the earth
the trees had burned down to the ground

Don't give up
you still have us
don't give up
we don't need much of anything
don't give up
'cause somewhere there's a place
where we belong

Rest your head
you worry too much
it's going to be alright
when times get rough
you can fall back on us
don't give up
please don't give up

'got to walk out of here
I can't take anymore
going to stand on that bridge
keep my eyes down below
whatever may come
and whatever may go
that river's flowing
that river's flowing
Moved on to another town
tried hard to settle down
for every job, so many men
so many men no-one needs

Don't give up
'cause you have friends
don't give up
you're not the only one
don't give up
no reason to be ashamed
don't give up
you still have us
don't give up now
we're proud of who you are
don't give up
you know it's never been easy
don't give up

'cause I believe there's a place
there's a place where we belong

maio 07, 2008

momentos quase perfeitos

Sol na marginal a seguir ao almoço, o mar (nunca sei onde começa o mar e acaba o rio) dum azul claro e transparente que não é normal aqui, janelas do carro abertas a deixar entrar uma brisa quente e na telefonia do carro esta música que não ouvia há que tempos.

À vinda, o mesmo mar (rio?) azul, a brisa já mais morna pelo fim da tarde, outra música nos meus ouvidos.

Apago as 2 horas de reunião de trabalho pelo meio, junto a ida com a volta e fica quase perfeito.



Starry, starry night
Paint your palette blue and grey
Look out on a summer's day
With eyes that know the darkness in my soul
Shadows on the hills
Sketch the trees and the daffodils
Catch the breeze and the winter chills
In colours on the snowy linen land

Now I understand
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen
They did not know how
Perhaps they'll listen now
Starry, starry night

Flaming flowers that brightly blaze
Swirling clouds in violet haze
Reflect in Vincent's eyes of china blue
Colors changing hue
Morning fields of amber grain
Weathered faces lined in pain
Are soothed beneath the artist's loving hand.

Now I understand
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen; they did not know how
Perhaps they'll listen now.

For they could not love you
But still, your love was true
And when no hope was left inside
On that starry, starry night
You took your life as lovers often do
But I could've told you, Vincent:
This world was never meant
For one as beautiful as you.

Starry starry night
Portraits hung in empty halls
framless heads on nameless walls
with eyes that watch the world and can't forget
like the strangers that you've met
The ragged men in ragged clothes
a silver thorn a bloody rose
lie crushed and broken on the virgin snow

Now I think I know
what you tried to say to me
and how you suffered for your sanity
and how you tried to set them free
they would now listen
they're not listening still

Perhaps they never will

maio 01, 2008

one more kiss, dear

E não podia falar de Blade Runner e de Vangelis sem me lembrar desta música. Adoro.



One more kiss, dear
One more sigh
Only this, dear
Is goodbye
For our love is such pain
And such pleasure
That I'll treasure till I die
So for now, dear
Au revoir, madame

But I'm how-dye, not farewell
For in time we may have our love's glory
Our love story to tell

Just as every autumn
Leaves fall from the tree
Tumble to the ground and die
So in the springtime
Like sweet memories
They will return as will I

Like the sun, dear
Upon high
Will return, dear
To the sky
And we'll banish the pain and the sorrow
Until tomorrow goodbye

One more kiss, dear
One more sigh
Only this, dear
Is goodbye
For our love is such passion
And such pleasure
I will treasure until I die

Like the sun, dear
Upon high
Will return, dear
To the sky
And we'll banish the pain and the sorrow
Until tomorrow goodbye

abril 23, 2008

weep o mine eyes



Chegadinha do ensaio onde andamos a trabalhar esta peça, a voz dos contraltos (a minha) não me sai da cabeça. Continuo sem saber para quando esta aqui, agora que andamos com as polifonias do século XVI, mas que se lixe. Também gosto disto.

abril 17, 2008

ave verum corpus




Gosto mesmo deste pedacinho de música dos céus e não há meio de o nosso maestro a pôr de novo a ensaio. Só umas duas vezes há mais de um ano, mal lhe sentimos um leve cheiro. Acho que na altura o resultado não terá sido brilhante e ele desistiu.

Estas coisas ou se cantam MESMO bem ou o resultado pode ser desastroso. Mas caramba, entretanto evoluímos e às tantas estava na hora de voltar a tentar. Nós bem pedimos, imploramos, ele diz ok, ok, um dia destes e nunca mais...

abril 13, 2008

obsessões do ouvido

No fim dos anos 80, início dos 90, andei numa fase de música minimalista. Phillip Glass, Michael Nyman e Wim Mertens eram ouvidos diariamente e dos filmes de Peter Greenaway, muitos musicados por Nyman e pelo menos um, que me lembre, por Mertens, eram compradas as bandas sonoras depois de vistos os filmes: The belly of an architect, Drowning by numbers, The cook, the thief his wife and her lover, A zed and two noughts, The draughtsman's contract, Prospero's book. Tudo muito avant garde e tudo coisas de que ainda gosto, mas que ouço já mais raramente.

No entanto, quando pego num destes discos para o relembrar, acontece-me frequentemente ouvi-lo de novo como antes, ou seja, chega ao fim e volta ao princípio.

É o que se passa desde ontem à noite com este aqui:


Às vezes dão-me destas coisas, mas gosto.

No tubo encontrei dois videos com músicas deste disco. Uma dança sobre cerca de 3 minutos de Casting no shadow (os 11.24 do tema completo seriam talvez de mais...)





e este video posto por alguém que teve a brilhante ideia de sobrepor a dois filmes da série Kiss de Andy Warhol o tema A tiels leis, que lhe fica mesmo bem.




Enjoy, ou passem à frente, que nem toda a gente tem paciência para os minimalismos de Mertens e para a sua voz de contratenor.

abril 12, 2008

saltando mais alto com as molas nos pés



Pois é. Estes putos ainda se fazem. Lá se inscreveram numa espécie de concurso de bandas de garagem que está a dar aos domingos à tarde de 15 em 15 dias ali no rock in chiado.

Fui assistir, obviamente. Vi o fim da actuação da banda antes da deles, vi a deles e vim-me embora. Mesmo assim fiquei um bocado surda durante dois dias e não sei como não me aconteceu nada de mais grave quando me pus no chão junto ao palco para fazer umas fotos e a canalha desatou ao moche mesmo ali atrás de mim. Salvou-me a barreira dos amigos do J, a quem eu gritei protejam-me dessa malta se não quando isto acabar, levam uma palmada no traseiro.

Em cada sessão há uma banda que passa à fase seguinte. De maneira que os fantásticos springshoes and the funky man fizeram a sua estreia no domingo passado e às 11 da noite não fiquei muito espantada quando o telefone tocou e

oh mãe vens-me buscar?
e então correu bem?
ganhámos!
e agora?
agora dia 20, temos de vir outra vez.


É no próximo domingo dia 20, no rock in chiado pelas 7 da tarde, mais coisa menos coisa.

Apareçam. A entrada são 5€ com direito a uma bejeca. Claro, têm de dizer que vão ouvir os springshoes and the funky man!

Para quem quiser, há mais duas músicas do concerto aqui.