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março 17, 2009

de noite todos os gatos são pardos

Ontem, noite já avançada, em conversa de msn, cujo teor o pudor me impede de revelar, o Ervi, homem pródigo em máximas, sai-se com esta:

"De noite todos os gajos são parcos"

No teclado, o c fica ao lado do v e ele frisou que queria mesmo dizer "parvos".

Eu acho que estes lapsos tecladais não são por acaso, e "parcos" parece-me muito melhor.

No entanto, se formos a pensar em que, exactamente, são eles parcos, a coisa de dia é bem pior.

dezembro 29, 2008

quando os blogues dão frutos

O meu amigo Pedro é um rapaz dotado para a escrita e para a fotografia. O meu amigo Pedro terá com certeza outros dotes, não duvido, mas estes são os que eu conheço. O Pedro é um poeta de palavras e de imagens e isso pode muito facilmente ver-se num relance e apreciar-se devidamente se por lá nos demorarmos um pedaço mais após o primeiro relance.

A escrita e as imagens do Pedro sairam da blogosfera e foram publicadas, para já, em 3 (três) livrinhos e parece que virão mais a seguir. Ainda não os vi, está para breve, espero eu, mas não tenho qualquer pudor em recomendá-los assim mesmo, certa que estou do seu interesse. Não os vi na minha mão, mas conheço alguns dos textos e das fotografias e GOSTO!

Aqui vos deixo os links para que possam dar uma espreitadela em "Duets", imagens de mão dada duas a duas, "Marinheiro de si", contos contados para serem lidos e "Desenhar no espaço de palavras e tons", fotografias de paredes pintadas que inspiram pensamentos.

Parabéns Pedro! Quando eu for grande, gostava que as minhas palavras também frutificassem. Mas acho que ainda tenho que crescer muito.

maio 30, 2008

uma pele de anjo e um balão

O meu amigo M que, devo dizer, é um homem muito bonito e de charme dificilmente ultrapassável, apresenta algumas parecenças com este anjinho.

Os mesmos olhos azuis, a mesma pele mate, lisa e quase ausente de pelo, a mesma boca generosa. Por essa razão, quando ele e a nossa amiga H foram ao México, trouxeram um par destes anjos esculpidos numa madeira leve como espuma, um para cada um, à laia de recordação.

Esta semelhança de M com os anjos mexicanos encontra razões perdidas algures na sua árvore genealógica que duas bisavós índias, roubadas às selvas amazónicas por dois bisavôs de fartas bigodaças, ornamentam com os seus cocares de penas e colares de pedrinhas.

Até M me contar a história da sua ascendência, sempre me espantara como é que um homem louro e de olhos azuis tinha aquele tom de pele dourado, como se passasse o ano todo na praia. O que acontece afinal é que M tem avós caboclos o que só me vem comprovar esta ideia que eu tenho de que na mestiçagem é que está a verdadeira virtude.

Quando penso nesta história das bisavós índias de que não conheço nada, imagino duas mulheres já meio ocidentalizadas, com vestidos de anquinhas e sapatos de cetim a apertarem pés calejados, desembarcando no Porto com os olhos parados de espanto de quem nunca viu tanta ausência de verde. Duas mulheres a cheirarem a terra e a fumo, com gritos de araras misturados na cabeça com o repicar dos sinos das igrejas. Não faço ideia se tinham algum parentesco, se vieram juntas ou separadas. Romanceio que os homens eram amigos, que andaram pelos Brasis e acabaram trazendo estas mulheres no regresso à terra.

Com este enredo é possível que uma delas tenha consolado e amparado a outra no dia em que um dos bisavôs (não há dúvida que estes homens eram aventureiros natos), se meteu com mais dois amigos num balão que levantou voo da Torre dos Clérigos, subiu por ali acima entre salvas e gritos da multidão e nunca mais foi visto. Até hoje.

maio 16, 2008

Já é meia-noite?

Já?

Então muitos parabéns, alf!

descaradamente copiado daqui