
Uma abóbora num nabal
A gozar o seu descanso
Leva com um avental
Assim c'um cheirito a ranço
Irritada com o facto
De lhe roubarem o sono
Diz assim com muito tacto:
Tás aqui, tás é com dono.
agosto 10, 2007
da vida das abóboras 2
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agosto 07, 2007
da vida das abóboras
Estava uma abóbora sentada num muro
A conversar com o Alcides
Quando chega um pau e lhe faz um furo
P'ra lhe roubar as pevides
Perante tamanha insolência
Demonstrada pelo pau
Diz a abóbora: com licência
E envia-o para Bilbao
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agosto 06, 2007
da vida de aldegundes 2
Vai Aldegundes visitar a avó
Quando enfia uma perna na sargeta
No saquinho vermelhão um pão-de-ló
Contrastando com a sua meia preta.
Fica Aldegundes c'um buraco na meia
De onde saem, indomáveis, uns pelitos
Saca da gillette já que teve a ideia
De trocar o pão-de-ló por carrapitos
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da vida de aldegundes
Cantarola a caminho da Igreja
Aldegundes, tão formosa, tão astuta
Pôs um lenço disfarçando a brotoeja
Derivada às bolachas de araruta
Distraída, não repara num ancinho
Tropeçando, cai no chão e rasga o lenço
P'ra esconder brotoeja e bigodinho
Pede à vizinha que lhe empreste um penso
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