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maio 22, 2009

e outra dúvida ainda

Os automobilistas que aproveitam o vermelho dos semáforos para proceder a limpeza meticulosa das fossas nasais, utilizando em geral o indicador e livrando-se das impurezas encontradas fazendo-as saltar do indicador com o auxílio do polegar, pensarão que os vidros do carro são opacos?

outra dúvida

Aquelas pessoas que, nos balcões das pastelarias, comem o pastel de nata segurando-o com um gardanapinho de papel e o mindinho e o anelar espetados, não querem sujar os dedos ou o pastel de nata?

dúvida

Quando um cidadão reclama que a via que passa lá ao pé de casa tem muito trânsito, logo muito barulho e pede que o protejam do ruído mediante a colocação de "painéis anti-sónicos", pretenderá umas barreiras sonoras ou qualquer outra coisa que me escapa?

maio 18, 2009

ecologias

No meio dos 90 e-mails que habitavam a minha caixa hoje de manhã, saltou-me à vista o assunto "fw-urinol ecológico".

Ainda nem o abri (o e-mail, não o urinol), pois o dia não deu para todos e este não me pareceu prioritário. Mas, pelo sim pelo não, acho que vou mudar de emprego. Há limites, caramba...

abril 07, 2009

ortografias

Em dias de verificação de relatórios de obras pela fiscalização deparo-me sempre com o quase analfabetismo de alguns dos meus colaboradores nessa área. Para não ficar mesmo deprimida entretive-me a juntar num só texto todos os erros que encontrei. Sempre atenua um bocado o desconsolo.

Nota de Ocorrência:
Desloquei-me ao Quarter de Infantaria para arranjar um gradiamento que se apresentava descontino porque os espassadores tinham caído e era preciso vedalo provisoriamente de forma alegeirada. A caminho do quarter, num cruzamento que tinha o semafro avariado, tive de me desviar para não bater noutro carro e por pouco não atropelava uns homens que estavam a descavar terras à volta dum sumidor entupido. Não atropelei os homens, mas fui-me espetar num monte de intulhos que estavam no betominoso e que aguardavam ir para vasadoro. Os intulhos derramaram sobre o passeio, partindo umas quantas langetas e deixando o tuvena à vista. Também derramaram sobre um muro de seporte que estava a betomar dando cabo da confragem.
É quanto cumpre informar.

O que vale é que, mesmo com estas limitações, conseguem fazer-se entender e trabalham bem...

março 17, 2009

de noite todos os gatos são pardos

Ontem, noite já avançada, em conversa de msn, cujo teor o pudor me impede de revelar, o Ervi, homem pródigo em máximas, sai-se com esta:

"De noite todos os gajos são parcos"

No teclado, o c fica ao lado do v e ele frisou que queria mesmo dizer "parvos".

Eu acho que estes lapsos tecladais não são por acaso, e "parcos" parece-me muito melhor.

No entanto, se formos a pensar em que, exactamente, são eles parcos, a coisa de dia é bem pior.

fevereiro 19, 2009

distância focal

Numa loja de material fotográfico entra este meu amigo, precisamente quando o vendedor, um rapaz simpático e bem falante, enumerava as caraterísisticas de uma câmara a um cliente americano.

Utilizando o seu melhor inglês, aquele que se fala como se se tivesse uma batata quente dentro da boca, dizia o o rapaz:

- you have here a very nice camera, sir, light and compact...
- ......?
- this sir? this is the shutting button
-..........?
- here sir? here you can fix the aperture
- .......?
- ten megapixels, sir
- ........?
- this sir? this is where you can adjust the fucking distance.

O americano olhou para o meu amigo, "the fucking distance...?!" e partiu-se a rir.
O meu amigo olhou para o americano, "the fucking distance!" e partiu-se a rir.
O empregado ficou com cara de parvo a olhar para os dois, que já limpavam as lágrimas e apertavam as barrigas.

E eu parti-me a rir quando ouvi esta história.

janeiro 24, 2009

short dick man

Quando estou para aqui a trabalhar ponho frequentemente o wmp em random. É prático e leva-me por vezes a faixas que já não ouvia há bastante tempo. Bom para recordar, as faixas e o que se relaciona com elas, o que fiz e vivi ao som de.

Hoje, eu nos afazeres do costume e de repente começo a ouvir isto:



Não faço a menor ideia de como aqui veio parar. Mistérios do meu notebook...

janeiro 21, 2009

is

não sei que mal fiz
para ter uma borbulha na aba do nariz.

doi-me um bocado, não me deixa feliz,
traz-me lamúrias um pouco infantis
(diria mesmo imbecis)
pensamentos pueris
e altera-me os perfis
de formas pouco subtis.

pois é o que se diz.

janeiro 19, 2009

why me?

Hoje levantei-me como todos os dias, talvez um pouco mais cedo e com um pouco mais de pressa. Tomei banho, vesti-me, pus os cremes do costume no rosto, comida e água nos gatos, saí com o cão e dirigi-me ao café de de sempre para tomar o pequeno-almoço. Despi o casaco, sentei-me, passei os olhos pelo jornal durante o galão e o pão com manteiga, levantei-me, vesti o casaco, paguei a conta, fui pôr o cão em casa, dirigi-me para o carro, apanhei trânsito pelo caminho e cheguei 10 minutos atrasada à reunião que tinha às 9h30m.

Corri até à porta do edifício, subi no elevador, percorri o corredor até à porta do fundo, cumprimentei a secretária e entrei no gabinete onde já estavam os outros quatro. Despi o casaco que pendurei na cadeira, sentei-me, abri a carteira para tirar o livrinho de apontamentos, os óculos, o telemóvel e uma esferográfica. A meio da reunião, deu-me a dor de barriga matinal e levantei-me para ir até ao wc, percorrendo o corredor em sentido contrário e de novo para trás.

Quando a reunião acabou pus as minhas coisas dentro da carteira, levantei-me, vesti o casaco, despedi-me dos outros, palmilhei de novo o corredor, dispensei o elevador e desci pelas escadas. À porta de saída, na rua, cruzei-me com um colega a quem tinha pedido umas coisas aqui há uns dias e aproveitei para lhe perguntar: então aquilo e tal? ao que ele me respondeu que tinha tudo lá em cima no seu gabinete e que se eu subisse me podia dar já. Subi as escadas até ao primeiro andar conversando com ele, passámos uma porta, novo corredor, entrámos no gabinete do secretariado para pegar parte das coisas, voltámos atrás a outro gabinete para buscar mais umas quantas e saímos de novo para o corredor.

E foi aí. No chão de mosaico branco e imaculado, a renda preta em forma de cuequinhas a olhar para nós e o meu colega: então mas agora alguém anda aqui a largar cuecas? enquanto se baixava para apanhar as ditas. Olhou para mim de cuequinhas rendadas na mão com um ar espantado. Eu tirei os meus olhos dos dele e mirei as cuecas pretas, um nadinha sexy. Numa fracção de segundo percebi que são minhas e relativamente novas e boas e que fazem conjunto com um soutien e que não me apetecia de todo ficar sem elas mesmo com o embaraço de não fazer a menor ideia de como sairam da minha casa e se materializaram ali, primeiro no chão e depois na mão do meu colega. Em 3 tempos peguei nelas, gaguejei que eram minhas, que deviam ter vindo agarradas à minha roupa e caído ali e enfiei-as rapidamente na carteira enquanto me desfazia em desculpas. O meu colega, simpático, diz-me deixa lá, isso acontece a qualquer um.

Acontece? Duvido mesmo. Onde estaria aquela porcaria pendurada durante todas as voltas que dei antes de ter caído?

outubro 30, 2008

ermelinda

Ontem num jantar com amigos, depois de verificar que uns quantos tinham escolhido sakê como bebida, expressei o meu desagrado por tal opção com um "ah, mas eu não gosto muito de sakê...". Virei-me para o amigo da esquerda: "e tu, gostas de sakê?". Sorri de contentamento ao "eu não, filha", seguido de um "sendo assim já me posso casar contigo". Não é todos os dias que se têm propostas de casamento. Embora seja coisa que não me veja repetir, não deixa de fazer bem ao ego. Infelizmento, o noivado não durou mais do que uns escassos 3 minutos, pois quando veio o empregado recolher os pedidos, o meu noivo pediu uma cerveja. Não é que eu não goste de cerveja, mas bom, o que me estava a apetecer era mesmo um vinho tinto.

Havendo apenas mais uma amiga interessada no tinto, perguntei ao empregado: "os senhores têm vinho a copo?". A resposta veio breve: "temos sim, D. Ermelinda". Apeteceu-me brincar com ele:

- D. Ermelinda? Ouça cá... Você não me conhece de lado nenhum, porque me está agora a chamar D. Ermelinda?
- D. Ermelinda é o nome do vinho... (entre corado e enfadado, perante a minha aparente ignorância)
- Eu sei, estava a brincar consigo. Mas de qualquer forma não acho bem que me trate por D. Ermelinda, assim sem mais nem menos. Afinal é a primeira vez que aqui venho e nem me chamo Ermelinda.

O empregado sorriu e, até ao fim do jantar, tratou-me sempre por D. Ermelinda. "Está boa a massa de arroz, D. Ermelinda?", "trago mais um copo de vinho, D. Ermelinda?", "e de sobremesa, o que vai ser, D. Ermelinda?". Claro que eu, sempre que precisava de alguma coisa o chamava "D. Ermelinda!"

Adoro gente com sentido de humor e capaz de prolongar uma piadola.

outubro 23, 2008

feeling dizzy


Sinto-me confusa. Há qualquer coisa que não anda bem. A ver se assento os pés na terra.

setembro 28, 2008

justin case

she's got a friend
called Justin Case

she's got him to use
just in case

agosto 14, 2008

nomes #3

Mais dois nomes fantásticos com direito a PRÉMIO no Falabarata.

1 - O prémio "para pôr onde???" vai para o desodorizante "Zirconal", adquirido numa farmácia decente e de eficácia razoável. Só encontrei na net à venda para pés. O meu é para as axilas, mesmo.


2 - O prémio "quinta de quê???" vai para o vinho "Quinta de Porrais", Douro, tinto, 2006 (o da foto é branco, mas vai a dar no mesmo). Bastante correcto na relação prazer de o beber / custo, foi escolhido apenas pelo nome. Tive sorte. Na pesquisa cibernáutica descobri que Porrais é mesmo uma terra e não a 2ª pessoa do plural do presente do indicativo do verbo (desconhecido para mim) porrar. Fiquei a pensar como se chamariam os habitantes de Porrais. Porrenses? Porraiences? Porraietas?

junho 08, 2008

nomes outra vez

Lembram-se de eu ter falado do anão tareco?

Pois agora dei com os outros, os que têm a mínima noção de marketing. A loja é velha e não tem grande aspecto. Mas quem resiste à "Colchoaria OÓ"? E à referência "camas para bebé" ou aos "preços de fábrica"? Irresistível. O "oó" remete-nos para o aconchego do colinho da mamã quando éramos pequeninos, as "camas para bebé" fazem pensar em quartos com nuvenzinhas brancas pintadas numa parede azul, no tlimtlimtlim das caixinhas de música e na luz velada por cortinas com ursinhos. E tudo isto a preços de revenda. Os colchões podem ser de suma-pau, mas a "Colchoaria OÓ" terá sempre a minha preferência.

Outro bom exemplo é a "Kamakura - Massagens/Terapias". Kamakura faz lembrar kama-sutra o que apela, inevitavelmente, à libido de cada um o que é sempre um factor a ter em consideração quando se quer promover uma actividade comercial. Lê-se aquele nome e pensa-se logo em coisas menos próprias. Por outro lado, para que não fujamos, convencidos de que nos estão mas é a propôr massagens em locais mais íntimos do nosso corpo, a palavra "terapias" introduz um ar sério ao negócio. "Terapia" é coisa de médico ou, no mínimo de terapeuta. Depois, em "kamakura" temos as palavras "cama" e "cura". A cama que cura! Fantástico!

maio 26, 2008

o espanhol...

... é uma língua que sempre me surpreende.

Hoje, na minha caixa de correio uma mensagem de spam com o seguinte título:

"oportunidad de aumentar sus ganancias"

Fantástico.

Se algum dos meus leitores quiser aumentar as suas ganâncias, é só dizer que eu reencaminho.

maio 15, 2008

intrusos

volta e meia aparece-me este, sem se fazer convidado e sem obedecer quando lhe clico na cruzinha que diz "fechar".


Fico com vontade de quebrar os porquinhos que inventam estas merdas.

abril 03, 2008

post com bolinha

Esta noite dormi com o Jean-Pierre Bacri.

Ou seja, o Jean-Pierre Bacri apareceu-me em sonhos e teve para comigo um comportamento digamos que, menos próprio. Imaginem o homem todo nu a fazer-me propostas indecentes. Eu, que gosto dele como actor, que gosto em geral dos filmes que ele protagoniza, mas que o acho feioso e desprovido de charme, aceitei os avanços sem grande problema. Ainda se fosse, sei lá o Jeremy Irons ou o John Malkovitch quando era mais novo, menos gordo e menos careca, ainda me entendia, mas o Jean-Pierre Bacri?

Passa-se qualquer coisa de grave comigo. Acho que vou ao psiquiatra.

março 22, 2008

blogódromo

Uma amiga blogger dizia-me ontem que entre as maiores buscas do google em portugal se contam as expressões "ana malhoa nua" e "mamas da luciana abreu" e que, quem quisesse ver o seu contador de visitas a disparar em flecha não tinha mais que fazer um post em que falasse da ana malhoa nua e das mamas da luciana abreu.

Ora eu não ando propriamente muito preocupada com o número de visitas que tenho, sei que há umas quantas pessoas que me visitam diariamente, outras que vêm cá de vez em quando e biliões que nunca cá puseram os pés nem hão-de pôr. As visitas vão crescendo devagarinho, satisfazendo-me quanto baste o tiquinho que vou tendo a mais todos os meses, isto sem nunca ter necessitado de falar da ana malhoa nua nem das mamas da luciana abreu, personagens de que, aliás, tenho apenas uma vaga ideia do rosto e nenhuma das mamas ou da nudez, de tal modo ando arredada do sofá em frente do televisor, excepto para umas sonecas antes do jantar.

É verdade que dispenso os leitores que aqui vierem parar com buscas que digam "mamas da luciana abreu" ou "ana malhoa nua" e eles também dispensam com toda a certeza a leitura do falabarata pois não vão encontrar aqui mais do que estas palavras escritas. Nem sequer poderão ter o consolo de ver umas fotografias da ana malhoa nua nem qualquer imagem das mamas da luciana abreu.

Mas não resisti a fazer esta experência, que querem... fraquezas todos temos, não é?

Ora bem, o contador hoje diz 11.719 e a média de visitas é de 50 por dia. Neste post referi cinco vezes, seis com as próximas, as expressões "ana malhoa nua" e "mamas da luciana abreu". Daqui por um mês, voltaremos a este assunto, para analisar os resultados.

março 20, 2008

happy easter

E os melhores votos de boa Páscoa foram estes:


Boa Páscoa para vocês também.