Finalmente vou ter alguém que me ensine a fotografar.
O meu filhíssimo teve 20 num teste de fotografia na faculdade e 17 na cadeira.
Confesso que não seguro a baba. :-)
junho 29, 2009
mãe babada
Publicada por
tcl
à(s)
01:54
0
comentários
Etiquetas:
amores,
breves,
filhote
março 04, 2009
dos lábios desejo
Ai lábios de beijo
de tanto desejo
carnudos morangos
de sumo a escorrer
macias cerejas
doces de mel
teus lábios de anjo
minha maldição
sonhos inquietos
de olhos abertos
ai perdição
Publicada por
tcl
à(s)
18:28
0
comentários
Etiquetas:
a pensar em ti,
amores,
coisas que me saem
janeiro 03, 2009
desejos confessos
madrid, nov 2008
para este ano
(confesso)
queria um amor
em frente e verso
pode ser controverso
conter versos
perversos
ter tempo e contratempo
capa e contracapa
ida e volta
sim e não
mas também
força
e entrega
e paixão
queria que o amor por ti
delícia
fosse um amor por mim
carícia
um amor assim
que (sem malícia)
confesso em verso
num regresso
de mim
Publicada por
tcl
à(s)
15:51
8
comentários
Etiquetas:
amores,
coisas que me saem,
feelings,
fotos tcl
janeiro 02, 2009
e a 31 de Dezembro de 2008...

Era lindo, não era? Mesmo, mesmo!
Publicada por
tcl
à(s)
19:46
10
comentários
Etiquetas:
amores,
os meus bichos
dezembro 21, 2008
gaston
O Gaston é o meu gato. De entre o que se pode esperar de um gato, é um bom gato. Independente, altivo, talvez um pouco arrogante, curioso, um nadinha burro e bastante egocêntrico. Digamos que é... um gato.
O Gaston está doente. Não está doentinho. Está mesmo doente. Ontem tive a confirmação daquilo que já esperava, pelo resultado das biópsias: tumor maligno, altamente invasivo e criador de metástases. Apareceu há um mês sob a forma de um inchaço numa pata traseira. Amanhã vai fazer ecografias e radiografias para saber se há tumores em mais algum orgão. A veterinária disse-me que, se não houvesse, se podia amputar a pata. "Os gatos adaptam-se muito bem só com 3 patas, fazem uma vida normal." Vou chateá-lo só mais esta vez com os exames por descargo de consciência. Não tenho ilusões. Também havia um quisto no pescoço que se conseguiu tirar, mas tinha a mesma origem. Sei que não vou amputar pata nenhuma ao meu gato. Sei que o "tumor maligno, altamente invasivo e criador de metástases" está irremediavelmente espalhado. Se chegar lá, o Gaston fará 10 anos em Abril. É o gato mais bonito do mundo.
Vou mantê-lo enquanto tiver a vivacidade para fazer o que fez hoje: caçar passarinhos num 6º andar e depositá-los no chão da cozinha, como uma oferta.
Publicada por
tcl
à(s)
23:13
8
comentários
Etiquetas:
amores,
fotos tcl,
os meus bichos
dezembro 08, 2008
piropos filiais via messenger
João - just woke up from the daydream diz (00:05):
tao tao gira nessa foto mamã
Teresa diz (00:05):
achas?
João - just woke up from the daydream diz (00:05):
acho
Teresa diz (00:05):
a mãe é gira?
João - just woke up from the daydream diz (00:06):
é a mae mais gira
Teresa diz (00:06):
YEAHHHH!
Publicada por
tcl
à(s)
01:46
8
comentários
Etiquetas:
amores,
filhote,
gosto disto,
yeahhh
outubro 31, 2008
princípio
Desde o Verão que não ouvia isto. Sorri para dentro. Lembrei-me de outra coisa que também ouvi então. "Os amores de praia ficam enterrados na areia". Na altura, não liguei, sem perceber o quanto era verdade o que me foi dito.
Ao contrário do café, amores com princípio, mas também com fim. Enterrados na areia, lá longe. Impossíveis de reencontrar e de desenterrar.
Publicada por
tcl
à(s)
01:37
4
comentários
Etiquetas:
amores
outubro 08, 2008
ameaço de onda
tenho dias
em que tenho
uma saudade imensa
do que não tive nem dei
da pele
do beijo
do cheiro
(não aroma
não perfume)
do meu no teu
olhar todo
ameaço de onda
que não me liquefez
em espuma
e me deixou perdida
na bruma
Publicada por
tcl
à(s)
22:31
1 comentários
Etiquetas:
amores,
coisas que me saem,
feelings,
fotos tcl
setembro 26, 2008
litografia 3
Passaste sobre o meu amor assim
e não deste por nada.
Os teus passos
só os teus
apagaram a calçada.
Nunca escreverás como eu
que gostas tanto tanto de mim.
Publicada por
tcl
à(s)
21:44
0
comentários
Etiquetas:
amores,
breves,
fotos tcl,
visto na rua
setembro 25, 2008
litografia 2
Ajoelho-me na rua para te deixar um escrito.
Já deixei outros que não sei se viste.
Nunca saberei se os viste.
Ou, se vendo,
saberás que é para ti que os deixo.
Grito a todos que te adoro e te desejo,
menos a ti.
Publicada por
tcl
à(s)
00:33
6
comentários
Etiquetas:
amores,
breves,
fotos tcl,
visto na rua
setembro 24, 2008
litografia 1
Publicada por
tcl
à(s)
00:30
2
comentários
Etiquetas:
amores,
breves,
fotos tcl,
visto na rua
março 16, 2008
só um grande grande amor...
A cria foi hoje para um estúdio de gravação na Póvoa de Sta. Iria com a sua banda, para produzir a primeira maquete mais a sério com as 5 ou 6 músicas que já compuseram. Só o vou buscar à noitinha. Alugaram aquilo e mais dois tipos para apoio por 12 horas.
Na auto-estrada pedi-lhe que me descascasse uma maçã: J, está aí um daqueles canivetes suíços tipo cartão de crédito. Não te importas...?
Dois segundos depois:
- ai!!!!!!!! F....da-se. Desculpa o "f...da-se" mãe, mas cortei-me.
- Não faz mal. É para essas coisas que servem os palavrões. Mas cortaste-te muito? Cortaste o quê?
- Cortei um dedo. Não sei se é muito, não quero olhar.
- Põe o dedo para cima.
Deitei uma olhadela pelo rabinho do olho. Não parecia grave.
- E faz-te falta esse dedo? *
- Uma sorte, mãe. É mesmo o único que não me faz falta.
- Óptimo. Põe-se um penso rápido para proteger e vai tudo correr bem.
* O rapaz toca baixo. Só não precisa mesmo do mindinho da mão direita. Não sei o que o levou, destro, a querer descascar a maçã com a mão esquerda.
Publicada por
tcl
à(s)
12:16
2
comentários
Etiquetas:
amores,
diário,
filhote
fevereiro 16, 2008
antes do sol
Vem-me de madrugada antes que seja tarde
Que de amar-te nunca é cedo.
Vem sentir a pele que arde
Ao tocar a tua num segredo
Num medo que o dia venha num segundo
E te leve do meu mundo sem alarde.
Vem-me de madrugada e de mansinho
Chega-te a mim como jamais.
Como se essa hora fosse agora
E nunca mais.
Devagar, devagarinho
Sem pressa, sem conversa dessa
Toca no meu corpo que é teu
Como se o teu fora.
Diz-me baixinho que és meu
De madrugada, antes do azul do céu.
Publicada por
tcl
à(s)
01:24
4
comentários
Etiquetas:
amores,
coisas que me saem,
fotos tcl
janeiro 18, 2008
contraluz

Às vezes sinto-te assim como se estivesses aqui, mas em contraluz.
Apenas como se te adivinhasse a silhueta, um perfil que se destaca dos raios de sol que te iluminam por trás, tão ao longe que não te posso tocar.
Sinto-te e não te vejo. Parece-me ouvir um ruído no corredor, como o roçar do tecido entre as pernas quando se caminha ao de leve sem fazer barulho com os pés descalços, nas minhas narinas o teu cheiro que se aproxima, volto-me para a porta a sorrir mas não estás lá. Espanto-me sempre de não te ver encostado ao umbral, a cabeça levemente tombada apoiada na madeira, um braço que abraça o tronco, o outro com a mão na face olhando para mim num doce convite.
Não estás ali, mas sei que me vês e por isso passo as mãos pelo cabelo, endireito as costas na cadeira, descontraio o rosto para ficar mais bonita. Gosto que me vejas mesmo quando não estás por perto e de tanto te pensar acabei por aceitar essa tua presença ausente.
Eu aqui, e tu como que do outro lado da porta, à distância de um trinco que se abre, de um braço, um abraço.
Vou abrindo janelas na esperança de te ver ao vivo caminhando em passo ligeiro pela calçada, a tua sombra que afaga as pedras, que sobe e desce muros e passeios numa dança ritmada que se chega a mim. Abro a caixa do correio para ver se uma carta tua, um postal, qualquer coisa que me prove que existes para lá dos meus sonhos.
Acabo sempre por te encontrar, às vezes em contraluz, às vezes duma forma mais real, um cheiro no elevador, uma frase solta no meu caminho, uns olhos da mesma cor que se cruzam com os meus na rua, um aperto de mãos em que o toque da pele me faz lembrar vagamente o teu e um arrepio por engano.
Publicada por
tcl
à(s)
01:18
0
comentários
Etiquetas:
amores,
estórias,
fotos tcl
novembro 26, 2007
des bombons dans ma BAL

Hoje na minha caixa do correio, na minha Boite Aux Lettres, a relembrar outros tempos, um monte de bombons à solta, daqueles les pyrénéens que não há cá, que eu ADORO e que me encheram o bolso de felicidade antecipada ao prazer de os derreter lentamente e bem gelados na minha boca.
A acompanhar um postal que dizia: je pensais t'en donner au cinéma, pas possible alors j'ai recouru à une vieille méthode que tu connais
J'ai toujours aimé cette méthode à toi.
Publicada por
tcl
à(s)
20:22
5
comentários
Etiquetas:
amores,
diário
novembro 22, 2007
e aqui temos ...
... mais um pequeno filme do... grande, incrível, fantástico JP!
gente, isto é o meu filho.
Publicada por
tcl
à(s)
21:45
4
comentários
Etiquetas:
amores
novembro 14, 2007
scones
Bem podemos conversar sobre pedagogia com outras pessoas, relembrar a nossa própria infância e a nossa juventude, ler livros especializados, mas o facto é que entramos nesta aventura de ser pais sem qualquer experiência, sem rede, sem nenhum plano que possa ser cumprido à risca, quanto mais não seja porque os miúdos são pessoas únicas no mundo e quando menos damos por isso trocam-nos as voltas e seguem o caminho que muito bem lhes apetece.
Esta fase de final de adolescência, às portas de entrar no mundo dos adultos, é para muitos pais um verdadeiro drama. É nesta altura que muitos meninos até então "bem comportados" viram completamente para o lado errado. E essa viragem pouco tem que ver com o que os pais possam ter feito no que à educação diz respeito. Sem querer ser fatalista, o que verifico é que estamos perante uma roleta russa. Acontece com uns, com outros não, por apetência, pelas companhias, pouco importa.
No entretanto vamos fazendo o melhor que o bom senso e o instinto nos indicam, cruzando os dedos e vendo o que se passa.
Hoje quando cheguei a casa mais morta que viva depois de um dia maluco de trabalho, dei com o meu filho a preparar-se para ir pôr a namorada a casa. Antes de sair, disse-me:
- Aproveito e levo o cão a passear. Vamos jantar fora ou queres que traga alguma coisa?
- Estou esbodegada e sem energia para sair. Por favor passa pelo talho e traz meio quilo de carne picada.
- Ok. Ah... fizemos scones para o lanche. Deixámos dois para ti. Ainda estão mornos.
Na mesa da sala, um pratinho com dois scones envolvidos num guardanapo para não arrefecerem esperam por mim. Estão deliciosos, leves, melhores do que os que eu faço. Na cozinha, as chávenas de chá e outra louça suja convenientemente empilhada no lava-louças.
Não sei o que nos trará o futuro. Mas, por enquanto, parece-me que as coisas não estão a correr mal.
Publicada por
tcl
à(s)
21:29
12
comentários
Etiquetas:
amores,
diário
outubro 17, 2007
A fotografia é a preto e branco...
Tu pequenino montado num cavalinho de pau, ao lado uma menina de pé apoia a mão no teu ombro como se te protegesse.
Por trás, touros, campinos, um maioral a cavalo, a lezíria que se estende em pinceladas toscas que se adivinham de cores esbatidas na tela ondulada.
Tu claro, louro, ela morena de cabelo encaracolado e traços vagamente negróides tal como a tua mãe e a mãe da tua mãe. Na mão seguras com um lencinho branco a vara que te fez campino naquele instante.
vês? puseram-me este lenço na mão porque a vara tinha picos e eu chorava
(Lembro-me das palmas tão macias, pele de seda quando os cabelos já brancos e imagino-lhes a suavidade de bebé.)
Os dois de preto, soquetes brancos, sapatinhos de verniz, olhos tristes, sorrisos ausentes, o fotógrafo
olh’ó passarinho
os avós
meninos vá lá um sorriso
e vocês nada, só aquela tristeza de perda recente. Faltam os pais na fotografia, mas nota-se o peso da sua ausência, ou talvez eu o sinta porque sempre mo transmitiste.
Falavas-me da tua avó
a bênção, minha avó
minha avó já fiz os deveres
seca, ríspida e austera, do teu avô sentado ao fundo do corredor a mirar a poeira que brilhava nos raios de luz, os dois amargurados pela perda dos filhos tão novos, da Ana
a minha Ana
gorda, luzidia, de avental na cozinha à volta das panelas a fazer os petiscos para os seus meninos
tome um pastel Antoninho, que a avozinha agora está lá para dentro e não vê
do gato amarelo que comia tripas de melão, das brincadeiras no jardim e na horta, da tua irmã
minha irmã
sempre a proteger-te as fragilidades como na fotografia
minha avó o Antoninho não fez por mal
vês meu irmão a avó perdoou-te.
Fecho os olhos, apago a fotografia e vejo-te sentado a empatar anzóis em S. Martinho do Porto, a moer o engodo de petinga e eu sentada a bambolear os pés na borda do cais todas as tardes de Agosto à espera que a bóia mexesse e
pai olha a bóia a ir ao fundo, um peixe
e tu
espera pitorrinha, (só tu me chamavas assim) espera que ele pique bem e depois deixo–te tirá-lo
e eu a enrolar o carreto toda orgulhosa a sentir os estremeções do peixe.
Abro os olhos e outra vez a fotografia à minha frente, tu pequenino montado num cavalinho de pau, um lencinho a proteger a mão, a tua irmã, os touros na lezíria atrás.
E mesmo que não haja sorrisos nesta fotografia, mesmo que se adivinhe a tristeza nos fatinhos pretos, nos sapatinhos de verniz, nos olhos distantes, é assim que te queria lembrar, aí ou no cais a empatar anzóis.
Queria apagar da memória o tubo na garganta, as agulhas nas veias, as máquinas com luzes e bip-bips, as visitas com batas e máscaras, os pulsos amarrados à cama para que não arrancasses de ti tudo o que te impedia de morrer em paz, e não consigo.
Um mês e meio naquele inferno até à noite em que o telefone tocou e o meu irmão:
T, o pai já teve 3 paragens cardíacas e 3 vezes o reanimámos. O que é que achas... se o coração parar outra vez?
e eu
tu é que és o médico, mas o pai também é meu. O que eu acho é que se o coração parar outra vez, deixa-o sossegado... por favor.
e ele
é o que eu acho, também.
Vai fazer 7 anos no fim deste mês e não consigo.
Publicada por
tcl
à(s)
01:19
6
comentários
Etiquetas:
amores,
estórias
outubro 01, 2007
E...
...se passares de novo à minha porta não sigas em frente.
Pára e vem ter comigo.
Verás
que a tua toalha continua pendurada ao lado do duche
e a tua escova de dentes lá onde a deixaste
que guardo numa caixinha as cartas que me escreveste
e noutra os segredos que me contaste
que o cheiro da casa é o mesmo e se mistura com o nosso
e que as janelas continuam sem cortinas deixando a cidade entrar
Verás
cada móvel, cada porta, cada livro guardando ainda o toque dos teus dedos
e no sofá o teu contorno enroscado no meu
na almofada da cama a forma da tua cabeça
e como o teu perfume permanece nos lençóis ainda que mil vezes lavados
os meus cabelos agora brancos, mas ainda aquele brilho no olhar
aquele cheiro no pescoço, o cheiro que tu amavas
Se passares de novo à minha porta, mesmo que seja tarde, não sigas em frente.
Pára e vem ter comigo.
Os anos passaram, mas ainda sei fazer aquela salada que tu gostavas.
.
Publicada por
tcl
à(s)
00:28
1 comentários
Etiquetas:
amores,
estórias,
fotos tcl
setembro 27, 2007
Remake
- mãe, pus o meu filme novo no youtube, podes divulgá-lo no teu blogue?
- posso, claro. e o antigo que pus junto com um post aqui há tempos?
- Esse apaguei-o.
Então, a pedido da cria, aqui vai o remake do CURSED RIVER, anteriormente chamado THE CURSED ONE, com mais 3 sketches que o primeiro, mais imagens por segundo, música nova, e etcétera e tal.
Piquem lá para os miúdos terem mais vistas (pedinchice vergonhosa... o que uma mãe faz pelos filhos... )
Mas o filme é bem giro, hein?
Publicada por
tcl
à(s)
00:14
3
comentários
Etiquetas:
amores,
gosto disto
