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agosto 17, 2009

hot hot hot

Não gosto deste calor a não ser que me materialize à beira d'água e me embeba na sua doçura fresca. Corpo a deslizar na água ou água que desliza no corpo, tão transparente e macia como a camisola do dia na canção.

Não gosto deste calor de ananases (vá-se lá saber por que se diz calor de ananases e não de bananas que são bem mais quentes, digo eu) que me faz a pele pegajosa, humidades e suores misturados com pós e coisas que andam pelo ar, a menos que possa estar como vim ao mundo espojada num lençol branco, lavado e bem esticado, com um pano molhado pendurado no vão da janela aberta e que a brisa liberte de frescura.

Não gosto deste calor a não ser à noite, se me passeio à beira-rio, escapando-me de todos os outros que se passeiam de noite à beira-rio porque não gostam deste calor e por ali sempre têm a ilusão de vagas brisas, mais largas ainda assim que as dos aparelhos de ar condicionado que se regulam para 18ºC e não fazem o termómetro baixar dos 24.

Não gosto deste calor que aquece como uma estufa o meu apartamento de último andar, apesar das vistas da varanda e das larguezas que lhe gabo.

Não gosto deste calor, a menos que o tenha num qualquer destino onde a vontade me leve e ele avive os cheiros a terra ventre parindo naturezas e cores e sabores que até aí me eram estranhos.

Não gosto deste calor, ainda que a minha alma me leve sempre para Sul os passos.

Não gosto deste calor aqui.

julho 11, 2009

palavras ouvidas na praia

O vulcão está a diminuir
a qualquer momento pode explodir.

Alice, 6 anos, a propósito de uma pequena colina nas dunas, que está menor que no ano passado.


junho 29, 2009

já só penso...

...que daqui por 4 dias vou de férias. Férias à séria. 3 semanas seguidas.

Sexta feira deixei 90 mails por ver. Ontem, Domingo, em duas horas de trabalho não remunerado, dei conta de 50 e deixei 40 para hoje. Quando cheguei hoje de manhã, tinha a caixa assim:

Não tarda grito.

junho 23, 2009

é moda agora?

Ontem, numa reunião em que estavam mais três mulheres, verifiquei que todas tinham blusas com manguinha muito curta, em balão e elasticozinho, tapando só o ombro.

Acho pavoroso. Mas ando sempre tão desatenta às modas, que fiquei sem saber se seria um novo uniforme, uma graçola do acaso que juntou à minha frente três graciosas possuidoras de gosto duvidoso ou, pelo menos, não coincidente com o meu, ou moda mesmo...

Um dia destes olho para as montras com mais atenção.

junho 17, 2009

de bizâncio com amor #2

Já vim e trouxe tudo.

Até um monte de Bósforo. Era fácil afinal. Não me sai do olhar, não me sai de dentro. Um monte de Bósforo.

junho 11, 2009

de bizâncio com amor

Para trazer deste meu fim-de-semana prolongado que se avizinha, de entre amigos e familiares tive os seguintes pedidos:

- uma ou duas camisas de algodão do Egipto sem colarinho
- lokums de rosa
- um livro sobre cerâmica medieval do médio oriente
- um monte de Bósforo

Não sei como me vou arranjar para trazer um monte de Bósforo.

maio 18, 2009

ecologias

No meio dos 90 e-mails que habitavam a minha caixa hoje de manhã, saltou-me à vista o assunto "fw-urinol ecológico".

Ainda nem o abri (o e-mail, não o urinol), pois o dia não deu para todos e este não me pareceu prioritário. Mas, pelo sim pelo não, acho que vou mudar de emprego. Há limites, caramba...

maio 11, 2009

regime

Iniciei hoje um novo regime alimentar.

Ao almoço como sopinha, um queijo fresco (havendo) e fruta. Fui almoçar às 14, são 16.15 e já tenho o estômago a queixar-se. Hoje não havia queijo fresco, esperemos que seja por isso.

abril 29, 2009

all stars


E hoje foi Kandinsky no Beaubourg. Fantastico. Recomendo.


E "L'art des carnets de voyage" para quem se possa interessar por isso, como eu, no Musée de la Poste.

E depois os converse all stars para mim e para o miudo, espero que lhe sirvam, ingalinhos, que estavam com 30% de desconto. Yes.

abril 28, 2009

pequenos nadas


E o que me encanta em Paris säo pequenas coisas, assim como chegar à Gare du Nord depois do RER que vem de Roissy e apanhar um taxi cujo motorista, depois de passar toda a viagem a falar dos perigos para a saude que representam as antenas das companhias de telemoveis, me dar para as maos um grande mapa da cidade e uma lupa igualmente enorme para lhe mostrar onde é a rua para onde quero ir.

E de manha apanhar o metro, sair em Saint Michel e perder-me durante um par de horas nas duas maiores livrarias de bd que conheço, acabando por sair de la com peso a mais. E depois dar aos pes e ir à tal livraria de livros de cinema, tagarelar com a vendedora, dizer-lhe que sim, que tinha visto o filme de animaçao "uma historia triste com um final feliz", e que nao, nao conhecia o livro com a mesma historia e os mesmos fantasticos desenhos, que ela me mostrava enfatizando as origens lusas da autora, e bom finalmente sair de la com ainda mais peso que antes.

E depois fazer toda a Rue de Seine a espreitar as galerias de arte, para finalmente me sentar numa esplanada com o Louvre do outro lado do rio a folhear as minhas compras.

E meter o nariz nos antiquarios perto des Beux Arts, entrar naquela loja antiga de material de pintura, com moveis de gavetas estreitinhas, e em cada uma, uma camada de pasteis muito arrumadinhos, uma gaveta so de tons de azul, outra so de amarelos e cada cor uma gaveta, e aquele cheiro a tintas e a papeis, o balcao de madeira, os empregados velhotes e de colete a mostrarem-me as varias qualidades de pasta de modelar, consoante a dureza e sair de la ainda com mais peso.

E voltar a casa, largar livros e pastas de modelar, fazer uma sesta curta e ao fim da tarde trepar as centenas de degraus da Rue du Mont Cenis em que numa das placas alguem trasformou o C em P e a rua naquele troço passou a chamar-se du Mont Penis, chegar la acima debaixo de chuva e, sem me ralar nem um pouquinho com as calças e sapatos molhados, respirar toda a Paris a meus pés.

Voilà (porque nao temos nos uma palavra boa como "voilà" para dizer "voilà"?), sao estas pequenas coisas que me encantam em Paris.

O que nao me encanta de todo é este teclado onde algumas letras se lembraram de ocupar o lugar de outras e na volta a gente pensa que nao fixa estas coisas, mas ha a memoria dos dedos que é melhor do que a nossa e quero um "a" e sai-me um "q" e vice-versa, e nao sei onde para o til e o acento agudo et bon, ça m'énerve.

abril 27, 2009

prenúncio de maio

Hoje desci a rua para ver o progresso dos jacarandás. Pus-me debaixo das copas, espetei o nariz para cima e vi-as. As inflorescências em pequenos cachos já se distinguem bem e sente-se vagamente o cheiro que vai ser forte e quente não tarda.

Não lhes dou mais do que uma ou duas semanas para começarem a pintar os céus de Lisboa.

abril 22, 2009

gourmandises

E eu, que raramente tenho paciência para me pôr a cozinhar quando o conviva se resume à minha pessoa, hoje resolvi sair da inércia do costume e mimar-me com as coisas boas que, de vez em quando, aparecem na minha despensa.

Ingredientes:

pasta, funghi porcini sechi, parmigiano grattugiato, aglio, olio d'oliva, burro, sale, prezzemolo, vino bianco secco, panna, não por esta ordem, mas por aquela que os sentidos nos indicarem.

Deliciosamente fumegante!

abril 14, 2009

trocas

Hoje fui ao aki, que agora já não se chama aki mas outra coisa qualquer, para trocar umas prateleiras que comprei no sábado por outras mais pequenas (chato do gato que não me sai de cima, já o pus no chão umas vinte vezes...). Convém explicar que as duas prateleiras, pois de duas se tratava, estavam em promoção e tinham custado 2.5€ cada uma (coisa ideal para a minha oficina de pinturas e merdas dessas). Pois lá fui de prateleiras debaixo do braço ao balcão de devoluções já com pressa (a hora do almoço foi de trocas, antes tinha ido ao Cacém trocar uma caixa de guaches que trazia dois tubos de branco em vez de um branco e um amarelo). Esperei a minha vez, duas pessoas à frente, coisa de 10 minutos. Entreguei as prateleiras à menina e em troca recebi um vale (válido em qualquer loja não sei quê até 30 de maio) de 62.50€. Eh pá, isto é o milagre da multiplicação dos euros, pensei. Observando o papel com mais detalhe vi que a menina tinha colocado 25 prateleiras em vez de 2, como se eu fosse mulher para levar debaixo do braço 25 prateleiras de 800X200X19mm. Quando lhe disse, olhe, por mim tudo bem, não me importo nada de receber 57.50€ a mais, mas para si se calhar é chato, ela ficou a olhar para mim com cara de parva, pegou no papel e voltou a passar o leitor do código de barras numa das prateleiras. Como aquilo não estava a bater certo, dirigiu-se ao telefone para chamar alguém mais dotado. Aí eu disse-lhe que o problema era só um multiplicador errado e lá a convenci a anular a coisa e dar-me o vale de 5€ a que tinha direito. Só com esta atitude honesta e magnânime perdi uns bons 25 minutos. A menina, ao tentar anular e refazer o vale encravou o sistema, o computador, o teclado, aquela trapalhada toda e não se safou sem que viesse mesmo alguém mais dotado para lhe dizer que, afinal, bastava carregar num botãozinho que estava mesmo ali à mão de semear.

Lá fui de papel na mão e a murmurar incompetente do caraças até ao sítio das prateleiras em promoção. Com o tamanho que eu queria, 600X200X19mm já só havia mesmo duas, ligeiramente amassadas mas, para o que é e àquele preço (os mesmos 2.5 euros cada) serviam muito bem. A caminho da caixa passei por acaso perto das esfregonas, lembrei-me de que precisava de uma ponta (o cabo está bom) e peguei numa que custava dois euros e tal. Chegada à caixa, apresentei o vale, as prateleiras e o cabelame da esfregona e refilei quando a menina me pediu para pagar sete euros e não sei quanto. A menina passou novamente o leitor pelo código de barras (deve ser norma lá no burgo) e disse ah, mas é este o preço, e eu ah, mas aí na sua caixa diz esfregona com cabo e não está aqui nenhum cabo. A menina olha para dentro da ponta de esfregona a confirmar a ausência do cabo e eu começo a revirar os olhos e a bufar. Mais cinco minutos para explicar a diferença entre esfregonas com e sem cabo, ela a querer que eu fosse lá dentro trocar por outra com o código certo (imagine-se se eu consigo ler aqueles números todos pequeninos sem óculos), depois a querer mandar um colega que conseguisse ler códigos sem óculos e eu sabe? estou com pressa, esqueça a esfregona, levo só as prateleiras. Dito isto, peguei nelas e preparei-me para partir. Aí a menina, a senhora tem de esperar que eu faça a anulação do artigo. E precisa de mim para isso, porquê? Já entreguei o vale de 5 euros que é o preço destas prateleiras. A menina de costas para mim, a preparar-se para um telefonema para chamar a colega dotada para anulações de registos de esfregonas com cabo e eu a ir-me embora com ela aos gritos a insistir para eu ficar e se não queria o comprovativo e mais não sei o quê. Apeteceu-me dizer-lhe para enfiar o comprovativo num sítio que eu cá sei, mas limitei-me a murmurar novamente incompetente do caraças, enquanto me dirigia para o carro.

Demorei quase uma hora para trocar duas prateleiras.

abril 02, 2009

cats

Ontem quando cheguei a casa os gatos tinham ligado o televisor e assistiam à programação do 2º canal.

Vamos ver se hoje estão com os mesmos gostos culturais ou se se mudaram para a SIC Mulher.

março 20, 2009

just before I go to sleep

"I love you so much, mother...", he said.

:-) :-) :-) :-) :-) :-)

março 17, 2009

de noite todos os gatos são pardos

Ontem, noite já avançada, em conversa de msn, cujo teor o pudor me impede de revelar, o Ervi, homem pródigo em máximas, sai-se com esta:

"De noite todos os gajos são parcos"

No teclado, o c fica ao lado do v e ele frisou que queria mesmo dizer "parvos".

Eu acho que estes lapsos tecladais não são por acaso, e "parcos" parece-me muito melhor.

No entanto, se formos a pensar em que, exactamente, são eles parcos, a coisa de dia é bem pior.

março 15, 2009

crisis what crisis

Há temas que me são avessos. Uns sempre, como doenças e pessoas do jet-set e outros que dependem da conjuntura. Em todo o caso, são assuntos que me enervam e que ignoro, tentando fugir deles.

O tema que agora me é avesso é "a crise". Tenho andado naquela de "eu sei que isto é mesmo muito grave e real, mas não quero falar disso que me assusta". Então, não falo, não penso, embundo* a coisa. Até chegar àquele ponto em que não dá mais. E esse foi agora quando, depois de ter andado durante uns mesitos com a sensação de que gastava mais do que ganhava, acabei por ter a sensação a transformar-se em quase certezinha.

Ao fim de uns 20 anos, repito o que fiz durante um tempo quando me tornei independente e tinha de controlar bem os meus tostões. A única coisa que mudou foi que do papel quadriculado e da máquina de calcular, passei para uma folhinha excel onde tenho os dias em linhas e, em colunas, as minhas despesas divididas por géneros.

A ver se percebo onde andam os excessos (mas quais excessos, porra?) e onde posso, tenho, de cortar...

Que cena do caneco, voltei à juventude, só é pena não me desaparecerem as rugas...


*aprendido aqui

verão...

... mesmo temporão como este que se instalou antes de a primavera chegar no calendário, é:

roupa branca leve e sandálias nos pés.

yes!

janeiro 21, 2009

is

não sei que mal fiz
para ter uma borbulha na aba do nariz.

doi-me um bocado, não me deixa feliz,
traz-me lamúrias um pouco infantis
(diria mesmo imbecis)
pensamentos pueris
e altera-me os perfis
de formas pouco subtis.

pois é o que se diz.

the scent of love

E a única coisa que me alivia um pouco depois de ter passado duas horas a tentar limpar a caixa de correio electrónico lá do sítio onde eu trabalho que, desde que isto aconteceu, fica todos os dias a abarrotar, e de não ter feito aquilo que me apetecia fazer, para além de não ter conseguido limpar a dita caixa, é que aqui o random do meu WMP teve a gentileza de me fazer acabar a noite com esta música.



Boa noite e até amanhã.