Mostrar mensagens com a etiqueta cinema e tv. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cinema e tv. Mostrar todas as mensagens

agosto 27, 2009

divines



Ontem reencontrei Fanny Ardant. Vinha para casa no carro, a Europa Lisboa a passar o "à quoi sert de vivre libre" e eu a lembrar-me de "huit femmes" e de como me tinha esquecido desta canção e de todas as outras do filme menos de "t'es plus dans le coup papa". Curiosa a memória musical.

Fanny Ardant deu-me vontade de Catherine Deneuve e



Catherine Deneuve de Isabelle Huppert, de forma que cheguei a casa e procurei os vídeos no tubo.

.

Divinas, todas elas, mas sobretudo estas três. Adoro este filme.

Já deixei o link da canção de Ludvine Sagnier lá em cima, os outros aqui: "mon amour, mon ami" por Virginie Ledoyen, "pour ne pas vivre seul" por Firmine Richard, pile ou face" por Emmanuelle Béart e "Il n'y a pas d'amour heureux" por Danielle Darrieux.

agosto 09, 2009

tv night



Hoje vimos "ponyo on the cliff by the sea" sentadinhos no sofá da sala. Chamem-me ignorante, se quiserem, mas a animação japonesa para mim era sempre o dragon ball que chupei até à medula quando o meu filho era pequeno. Por isso não vi "a viagem de chihiro" nem o "castelo andante", mesmo com toda a gente a dizer-me que eram bons.

Este ano, na praia, voltei a ouvir os meus amigos a gabarem Miyazaki e lá trouxe o ponyo gravado na pen, versão japonesa já com legendas em português e tudo, ripado de um sítio com o fantástico nome de "piratatuga" (nunca tirei filmes da net, nem músicas, mais fácil pedir a quem já o fez, por isso não conheço estes nomes deliciosos).

E pronto, gostei do Miyazaki. Alguém tem por aí os outros? Hum?

novembro 11, 2008

vidas

Hoje o meu filho fez um vistaço na escola ao ser um dos que pôs o dedinho no ar quando o professor perguntou à turma se alguém conhecia a hammer films. Resumidamente e para quem não tenha paciência de visitar a página de que deixo o link, trata-se de uma produtora inglesa que nos anos 50 a 70 fez, entre outros filmes do género, alguns remakes dos clássicos do terror dos anos 30, como Drácula e Frankenstein. Pelo que me disse o J, os filmes começavam invariavelmente com um homem vestido de preto que saía de um caixão.

E conto isto porquê? Bom, a coisa atingiu a dimensão de fenómeno, criou de certa forma uma escola de seguidores e chegaram-se a fazer filmes do tipo "hammer horror" em Portugal. Sabiam? Eu também não. O que tem graça nesta estória, é isto: quem é que fazia a cena do homem a sair do caixão cá no burgo? Este homem, sobre quem fiz essa crónica aí atrás.

Sabem? O homem que diz adeus aos carros no Saldanha.

Vidas.

outubro 05, 2008

valse avec bachir

De novo a Festa do Cinema Francês, desta vez em má altura para mim, com muito pouco tempo livre para diversões :-(. Mas lá vou arranjando uns buraquinhos de tempo para largar o teclado, meter-me no carro, ir até ao S.Jorge e sentar-me um pedaço na sala escura a receber as imagens que me entram pelos olhos.

Em geral escolho filmes que provavelmente não irão entrar nos circuitos comerciais portugueses, a maioria das vezes de realizadores de quem nunca ouvi falar mas cujas sinopses me despertam a curiosidade. Com este critério, já vi noutros festivais filmes espantosos e também já aguentei valentes estopadas. Ontem fui ver Valse avec Bachir, um documentário em animação de um realizador israelita - Ari Folman. Recomendo uma visita ao site oficial e atenção à programação das salas, pois este, tal como Persepolis no ano passado, vai com certeza aparecer.

É um filme fantástico sobre a guerra entre Israel e o Líbano e o tristemente célebre massacre de palestinianos civis, revisitados através das memórias de alguns que à altura não eram mais do que simples soldados imberbes e assustados, entre eles o próprio Ari Folman que tenta, através de entrevistas a antigos camaradas, recordar o que a memória lhe nega, de tão dura que fora a vivência daqueles tempos.

E essas memórias que pouco a pouco se desvendam são terríveis. Mesmo que a opção pela animação consiga, de certa forma, afastar emocionalmente o espectador da realidade nua e crua não se fica imune ao peso do filme. Percebemos que por detrás dos bonecos estão pessoas, que as vozes são reais nas entrevistas, que os cenários são verdadeiros, talvez pela técnica usada de desenhar sobre imagens em vídeo.

Um documentário impressionante e comovente, um filme de animação tecnicamente espantoso, a música perfeita. Deixo o trailer, para espevitar vontades.

junho 03, 2008

cenas de filmes que não esqueço #3

Acho que gosto de todos os filmes de Pedro Almodóvar. Gosto das histórias e da forma de serem contadas, das personagens, da música, dos ambientes, dos diálogos, gosto sempre. Hable con ella é um filme de que gostei muito e de que guardo inúmeras cenas. Não posso falar aqui de todas, por isso falo daquelas três que sempre me vêm à memória quando penso neste filme.

Quando Marco vai assistir a Mazurca Fogo de Pina Bausch e se vê este pedaço da coreografia, com música de Bau. Adoro a sensualidade dos pares nesta dança, o ressalto das ancas das mulheres que acompanha o pézinho naquele duplo passo fantástico. Ia-me dando uma coisa quando no festival de Pina Bausch aqui há um mês atrás assisti a este mesmo Mazurca Fogo e vi isto ao vivo (bem mais longo que estes escassos 39 segundos que encontrei no tubo).



Caetano Veloso a cantar Cucurrucucu Paloma. Sem palavras.



E as cenas de Benigno a tratar de Alícia em coma, falando com ela, acariciando-a. Estranho e enorme amor. Não encontrei nada no tubo, infelizmente.

maio 01, 2008

one more kiss, dear

E não podia falar de Blade Runner e de Vangelis sem me lembrar desta música. Adoro.



One more kiss, dear
One more sigh
Only this, dear
Is goodbye
For our love is such pain
And such pleasure
That I'll treasure till I die
So for now, dear
Au revoir, madame

But I'm how-dye, not farewell
For in time we may have our love's glory
Our love story to tell

Just as every autumn
Leaves fall from the tree
Tumble to the ground and die
So in the springtime
Like sweet memories
They will return as will I

Like the sun, dear
Upon high
Will return, dear
To the sky
And we'll banish the pain and the sorrow
Until tomorrow goodbye

One more kiss, dear
One more sigh
Only this, dear
Is goodbye
For our love is such passion
And such pleasure
I will treasure until I die

Like the sun, dear
Upon high
Will return, dear
To the sky
And we'll banish the pain and the sorrow
Until tomorrow goodbye

cenas de filmes que não esqueço #2

Blade Runner é, sem dúvida, um filme que posso continuar a ver vezes sem conta. Gosto da cidade sempre de noite, dos anúncios luminosos, do mercado chinês, da chuva sempre presente a fazer brilhar o chão de reflexos coloridos. Gosto da casa de Sebastian e de todos os bonecos criados por ele que a habitam. Gosto da beleza, força e energia dos replicants. Gosto da música de Vangelis. Gosto dos cenários, da fotografia, de tudo. E gosto de todo o sentido metafórico do filme.

Fantástico, Blade Runner. Amo este filme.

Cenas sempre presentes: a morte de Roy (um click programado) e o seu amor pela vida que o faz salvar Deckard,

Quite an experience to live in fear isn't it?
That's what it is to be a slave.
I've seen things you people wouldn't believe.
...
All these moments will be lost in time like tears in rain. Time to die.




e o final, quando Deckard parte com Rachel

I didn't know how long we had together. Who does...

caramelo

Fui ver Caramel. Um filme libanês, realizado por uma mulher, sobre mulheres. Mulheres muito bonitas umas, menos bonitas outras, com vidas vulgares, com alegrias, tristezas e problemas de qualquer mulher. Mulheres que se apoiam mutuamente. Um jeito leve e simples de contar uma história amarga de uma forma doce, como um caramelo duro de roer, que se pega aos dentes mas nos dá prazer.

Para quem não viu, a não perder.

abril 27, 2008

cenas de filmes que não esqueço #1

Posso não me lembrar do que comi ao almoço. Para certas coisas, cada vez mais, tenho uma memória de galinha. Há filmes que nem me lembro se vi ou não e só tiro essa dúvida se os voltar a ver.

Mas há cenas de filmes que ficaram e ficarão para sempre gravadas na minha memória. Começo hoje a deixar aqui algumas delas. De out of africa (bem sei que gostar deste filme não é nada original, mas eu também não tenho pretensões de o ser) ficaram-me muitas cenas, para além de um grande amor por este filme. De todas elas escolho duas que para mim são especiais.

A do voo sobre uma áfrica que me emociona de tão bela



e aquela em que Robert Redford lava os cabelos de Meryl Streep (sou uma eterna romântica e adoro estes dois). Apenas consegui encontrar essa cena no tubo, perdida no meio deste vídeo. É do minuto 5.19 ao 5.55 mas vale a pena ver tudo. Tão novos e tão bonitos Robert e Meryl.

abril 17, 2008

beijo, outra vez

Quando, no post anterior, pus o video com dois fimes da série Kiss de Andy Warhol, lembrei-me de imediato desta cena de Microcosmos, mas só hoje tive tempo de a procurar no tubo. E encontrei-a. Há cenas que ficam.

fevereiro 25, 2008

to love or not to love...

...eis a questão.

Fui ver o "Sweeney Todd" na semana passada e estou com dificuldade em decidir se gostei ou não do filme. Isto, lido assim, parece uma observação um bocado estúpida. Ou se gosta ou não se gosta, dir-me-ão. Mas o cinema funciona quase como as paixões: há amores à primeira vista, há outros que amadurecem com o tempo, outros em que se gosta dumas coisas, doutras não e se hesita em concluir para que lado tomba o fiel da balança.



Dum modo geral gosto dos filmes de Tim Burton e ainda mais quando escolhe o Johnny Depp como protagonista. Também gosto da Helena Bonham Carter desde que a vi em "A Room With a View" que julgo ser o seu filme de estreia no grande ecrã.

Gostei muito de "The Nightmare Before Christmas" e de "Corpse Bride". Adorei "Ed Wood", "Big Fish" e "Sleepy Hollow". E os outros que vi, vi com agrado. Até "Charlie and the Chocolate Factory", enfim...

Gosto da plástica dos filmes de Burton e do ambiente negro que envolve as suas estórias. Se "Sweeney Todd" tem tudo isto, incluindo Johnny Depp e Helena Bonham Carter (e até Sacha Baron Cohen!), porque será que me chateei que nem um perú durante mais de metade do filme? E dormitei um tiquinho? E estive vai não vai para sair?

Acabei por ficar até ao fim porque a partir de, digamos, 2/3 do filme ele me começou a interessar. Saí de lá sem perceber o que me desagradara. A fotografia, os cenários, a caracterização das personagens e a sua interpretação são sublimes. E tem piadas com graça. Só que o filme é, foi para mim, objectivamente chato.

Passados que foram uns dias, amadureci a vaga sensação que tive de início de que a culpa era da música. E é. Não gosto daquele tipo de música, não gosto mesmo. Que chata, meu Deus...

Dêem-me o "Sweeney Todd" em versão não musical e tenho a certeza de que vai direitinho para os meus tops do Tim Burton.

janeiro 31, 2008

darjeeling limited

Absolutamente imperdível. Boa fotografia, óptima música, a acompanharem uma história bem ao estilo de Wes Anderson.



Agora apetece-me ver o Life Aquatic outra vez

janeiro 04, 2008

Kill Bill

Aproveitando a onda das bandas sonoras e relembrando a conversa de há dias com um amigo aqui em casa quando viu que eu estava a ler o primeiro destes livros:

- Que livro é este que estás a ler?
- É o diário do David Carradine durante as filmagens do Kill Bill
- Tu gostas do Kill Bill?
- Eu adoro o Kill Bill. E tu?
- Eu? Eu nunca vi
- Não?! É de ver. Ainda por cima tem uma excelente banda sonora

Bom, eu sou fã incondicional do Quentin Tarantino como aliás já tinha dito aqui, ao ponto de me dar ao trabalho de ler este diário de rodagem. Adoro o ritmo louco, as personagens loucas, a alta improbabilidade dos enredos, o humor negro, as bandas sonoras e a mestria incomparável de Tarantino em transformar cenas violentas em cenas cómicas, veja-se Pulp Fiction do princípio ao fim.

Aqui ficam dois trailers do filme e duas das suas músicas mais emblemáticas: Bang Bang, por Nancy Sinatra e Goodnight Moon, por Shivaree.

Fantástica a piscadela de olho final de Uma Thurman no segundo video.




surpresas

Bem sei que ela me faz imenso arranjo. Passa a ferro, aspira e lava o chão, limpa o pó, faz as camas de lavado, mantém devidamente higienizadas a cozinha e as casas-de-banho, dá com a esfregona na varanda, todas essas coisas.

Mas mesmo assim, ingrata, por vezes dou comigo a perguntar-me mas por que carga de água ando eu a pagar a esta gaja?

Como hoje quando, à procura do termómetro que o meu filho, febril, tinha utilizado deitadinho na sala, enfio as mãos entre os braços e as almofadas do sofá e encontro:

- cotão
- um corta-unhas
- migalhas
- um minúsculo aviãozinho de plástico
- uma pen de 500 MB que o rapaz tinha perdido
- o cd e respectiva caixa da banda sonora deste filme que adoro (o filme e o cd)

"In the mood for love", magnífica história de amor e desejo contidos, num filme visualmente lindíssimo.



Passei o resto da noite a ouvir o cd. O termómetro, estava noutro sítio.

agosto 31, 2007

lost again


Estou lixada!

Começo a ver o Lost com o firme propósito de ver só dois episódios, vá lá 3, e acabo por ver 8.

Ainda sou novata na coisa e tal, não sei o que vai acontecer, (nem quero que ninguém me conte!), por isso as minhas impressões de agora podem não ter nada a ver com o que vou pensar daqui a uns dias.

Mas, para já, o que mais me agrada nesta série, para além do evidente suspense, dos mistérios latentes que existem naquela ilha (será mesmo uma ilha?), são os pequenos universos pessoais que constituem cada personagem e que vamos descobrindo aos poucos, nos flash-backs de cada episódio e nas relações que se vão estabelecendo. Todos os personagens têm segredos escondidos, pequenos ou grandes dramas pessoais, razões profundas para querem sair dali ou ali ficar.

E, aos poucos, vamos tendo a sensação de que a presença de todos e de cada um deles naquele lugar, tem um propósito que deriva do culminar de um percurso pessoal, como se ninguém estivesse ali por acaso e todos, em conjunto, tivessem um objectivo a cumprir.

O Lost é, antes de mais, uma história de personagens, uma história de relações humanas.

Desde isto:

que não via uma série que me prendesse assim.

agosto 30, 2007

lost

tinham todos razão.

decidi-me finalmente a começar a ver o lost, naquela de deixa cá ver se isto é mesmo assim tão giro como dizem.

papei 2 episódios antes do jantar e 3 depois.

pronto, estou atrasadíssima em relação ao resto do mundo... vantagem: vou poder ver as 3 séries todas de seguida, sem ter esperar pela semana seguinte por mais um episódio de 50 minutos.

fixe.

agosto 09, 2007

um contra todos

Para que não haja mal-entendidos eu detesto cinemas com pipocas.

Eu até sou dou king, do quarteto, do nimas.

Eu vou ao Indie Lisboa, à festa do cinema francês e à cinemateca.

Eu papei os ciclos dos cahiers du cinema há já uns anos valentes na Gulbenkian, tal como os do cinema americano dos anos 40 e 50.

Eu gostos de filmes europeus, asiáticos, alternativos e independentes.

Esclarecidos? Óptimo.

Mas não percam o Die Hard 4.



130 minutos de acção, daquela bem à americana, do princípio até ao fim, com todos os ingredientes do género. Perseguições do caneco, tiros, muitos mortos, explosões, os maus munta maus, os bons munta bons, os toscos munta toscos. O Bruce Willis, já entradote, mas ainda cheio de genica, a começar limpinho e a acabar sujo e cheio de maselas.

Como sempre, ele contra todos, numa história como sempre inverosímil.

Mas é garantido. Tudo o que de chato nos ocupa a cabeça, sai durante aqueles 130 minutos, de tal forma a coisa é absorvente. Óptimo para uma noite de agosto, quando a vida não nos sorri.

abril 14, 2007

Transamerica

Num destes dias em que não apetecia sair de casa, alugámos “Transamerica”. http://www.transamerica-movie.com/

É a história de Bree, um transexual que, nas vésperas de fazer a sua operação para mudança de sexo, recebe um telefonema dum filho adolescente cuja existência ignorava, a pedir ajuda. O rapaz (Toby), que aos 17 anos vende o corpo às bichas de Nova Iorque, está preso, a mãe morreu, fugiu do padrasto e não tem quem lhe pague a fiança. Bree não se identifica, diz que o pai já não mora ali, mas acaba por vir de Los Angeles para Nova Iorque a fim de pagar a fiança (que afinal era de 1 dólar), apresentando-se a Toby como uma senhora que faz parte de uma igreja qualquer que dá apoio a jovens como ele. Quando Bree percebe qual é o ganha-pão de Toby e este lhe diz que quer ir para a Califórnia para ser uma porno-star, resolve levá-lo. A partir daqui temos um road movie em jeito de trágico-comédia, com os inevitáveis equívocos que a situação provoca, as descobertas que se vão fazendo ao longo da viagem, a ligação afectiva que se estabelece entre os dois, revelando a história duma família disfuncional como tantas outras.

Sem ser um filme excepcional, agradou-me deveras.