Mostrar mensagens com a etiqueta diário gráfico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta diário gráfico. Mostrar todas as mensagens

agosto 07, 2009

encontros e despedidas



Há um espaço que não cabe no tempo, onde nos encontramos. Onde não há o que foi, nem o que será, nem o que nos rodeia quando não estamos ali. Apenas eu e tu e o instante. Apenas aqui e agora, por vezes palavras, por vezes silêncios entre duas chávenas de chá e quadradinhos de chocolate preto. Apenas olhos que se penetram talvez pelo prazer do olhar, talvez a tentar adivinhar o que está para lá das negras pupilas.

Que te dizem os meus olhos? Eu olho, penso que nada e pergunto-me como será possível estar um olhar tão cheio de nada. Um nada cheio de tudo o que não me dizes e que me faz ter medo de que um dia se abra e o nada saia todo cá para fora e me soterre.

Música, palavras, silêncios, sossegos, a noite que entra livre pelas janelas e que chega para nos iluminar o instante, os corpos e as palavras. Resvalam os olhos dos olhos para a pele, as mãos, o corpo a pedir o encosto de outro corpo que no momento o complete. Carícias, afagos, beijos, dedos no arrepio da pele, corpos enrolados, risos, sorrisos, gritos e suspiros, subitamente o olhar que deixa escapar algo para além do nada que o enche.

Nunca sei se te volto a ver e no entanto… Eu também não sei. …e no entanto gosto tanto. Eu também. Palavras, silêncios, música, a noite a entrar livre pelas janelas, uma bolha parada no tempo e nós lá dentro no tempo em que nos encontramos. A bolha prestes a rebentar e por isso até breve, antes que o que foi e o que será se lembrem de vir preencher silêncios e sossegos, tomem conta de nós e nos façam perder o momento, o instante em que nos abrimos, em que nos fechámos, actores de nós próprios ou talvez não.

E partimos sós, cada um para o seu tempo e o seu espaço com aquele até breve que nos enche o corpo, as mãos e os sentidos. E se um leve sabor amargo me ameaça os lábios, passo por eles a língua até recuperar o doce.

Ficam bolhas que flutuam no espaço sem tempo e lá dentro imagens de nós presos em momentos.

junho 29, 2009

desenhando no zoo

E de um sábado a desenhar no zoo sairam algumas coisas. Aqui.

junho 09, 2009

pastelando a seco


Fim de semana no Oeste, o fresco e a chuva a não convidarem para grandes praias, montes de tempo para experimentar os pasteis secos novos em lápis, bem mais simpáticos que os em pau para quem não controla bem a coisa. Depois de uma experiência de retrato do meu cão que prefiro não mostrar, saíu esta paisagem bem colorida. Ligeiramente naif, não?

junho 04, 2009

colectivo de diários gráficos

Isto de andar a desenhar por aí com outras pessoas que gostam de fazer o mesmo é super agradável. Embora o desenho seja de facto uma actividade algo solitária, também é verdade que é bom partilhar experiências, ver de quantas formas diferentes pode a mesma realidade ser retratada, tantas quantos os olhos que a observam e os dedos que a registam e sobretudo, aprender, aprender muito.

Foi pois com enorme satisfação e uma substancial dose de cagaço que aceitei o convite para participar neste blogue. É que os meus bonecos estão a razoável distância dos dos outros participantes. Mas prontus. Lá estou, e seja o que Deus quiser.

Para quem aqui me segue e já conhece a qualidade duvidosa (mas esforçada) das minhas produções (convosco estou à vontade, pois) o mesmo fontanário do Jardim Botânico da Ajuda num desenho de 3/4 de hora e noutro de 5 ou 10 minutos, a provarem que eu e as aguarelas, depressa ou devagar, ainda não nos entendemos minimamente.



maio 18, 2009

ws dg* #1

Comecei há uma semana e tal um workshop de diário gráfico, a ver se me organizo com os bonecos que deixo onde calha e se aprendo mais qualquer coisa. Algo como colorir, enquadrar, compôr, olhar, sentir, registar. E alguns truques. E algumas ideias. E mais o que houver.

1ª sessão. Entre outras propostas de trabalho esta: Iniciar o diário gráfico (já estava iniciado, mas iniciei-o de novo)com um registo que tenha algo de nós e uma mensagem que nos traga o diário de volta se tivermos a ideia tonta de o perdermos. Saíu isto assim:


2ª sessão. Proposta: ir para a rua (aqui o conceito é um pouco estrito pois sendo o workshop à noite, restam-nos os cafés da zona)registar uma ou duas cenas, regressar e colorir. A cena deve evidenciar um 1º plano, um plano intermédio e um de fundo e a aplicação da côr deve potenciar a diferença de planos. Com as dicas, muito úteis, fiquei a saber que os contrastes de claro escuro devem ser maiores no primeiro plano bem como o desenho mais pormenorizado. dito assim parece óbvio, mas às vezes se não ouvimos o óbvio, não damos por ele. E uma das cenas que fiz foi esta:


Estou a gostar deste workshop, estou pois.

*workshop de diário gráfico