Há necessidade de, num cartão que tem as dimensõs de um vulgar cartão de crédito usar letrinhas tamanho meio milímetro e deixar mooooooooooooonntes de espaço sem nada? É que nem com a $#$&@€£ dos óculos no nariz consigo ler sem margem para dúvidas o meu número de contribuinte, caraças!
agosto 28, 2009
irra!!!!!!!!!!!!!!!
Há necessidade de, num cartão que tem as dimensõs de um vulgar cartão de crédito usar letrinhas tamanho meio milímetro e deixar mooooooooooooonntes de espaço sem nada? É que nem com a $#$&@€£ dos óculos no nariz consigo ler sem margem para dúvidas o meu número de contribuinte, caraças!
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junho 08, 2009
a primeira vez
Há uma semana e tal a minha mãe, falando das eleições, manifestou o seu contentamento por o neto já poder votar. Contei-lhe a história da ida à Junta de Freguesia e a minha mãe, que nos seus 84 anos é mais atenta que eu e o meu filho, disse-me que tinha quase a certeza de que agora o recenseamento era automático. Eu, parva, achei que a senhora da Junta havia de saber mais de recenseamentos que a minha mãe e liguei pouco à informação. Domingo passado quando fui às compras passei frente a uma vitrine da Junta onde as palavras "RECENSEAMENTO ELEITORAL" em letras gordas me chamaram a atenção. Dizia o edital que o recenseamento era automático a partir do 17º aniversário e que os meninos desde que tivessem 18 anos no dia das eleições, podiam votar sem mais aquela. No edital, o endereço do site onde se pode ir buscar o número de eleitor. Fiquei boquiaberta. Chegada a casa contei ao J o que lera, fomos os dois ao tal site e lá estava o nome dele associado a um número de eleitor e a uma assembleia de voto.
O J passou parte da semana na net a visitar os sites dos vários partidos e movimentos para decidir onde votar (haverá alguém que faça isto depois da primeira vez?). Hoje lá foi estrear-se nas urnas, satisfeito da vida.
Bem sei que sou desatenta e que tinha, e ele também, obrigação de saber destas modernices. Mas não sabia. E disse-lhe para se recensear. E ele foi informar-se. E disseram-lhe tudo ao contrário, mas tão ao contrário que, se não o conhecesse como os dedos da minha mão, acharia que tinha lá ido com os copos.
E agora pergunto: por que raio têm os meus impostos de servir para pagar ordenados a senhoras imbecis que dão informações completamente distorcidas?
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abril 14, 2009
trocas
Lá fui de papel na mão e a murmurar incompetente do caraças até ao sítio das prateleiras em promoção. Com o tamanho que eu queria, 600X200X19mm já só havia mesmo duas, ligeiramente amassadas mas, para o que é e àquele preço (os mesmos 2.5 euros cada) serviam muito bem. A caminho da caixa passei por acaso perto das esfregonas, lembrei-me de que precisava de uma ponta (o cabo está bom) e peguei numa que custava dois euros e tal. Chegada à caixa, apresentei o vale, as prateleiras e o cabelame da esfregona e refilei quando a menina me pediu para pagar sete euros e não sei quanto. A menina passou novamente o leitor pelo código de barras (deve ser norma lá no burgo) e disse ah, mas é este o preço, e eu ah, mas aí na sua caixa diz esfregona com cabo e não está aqui nenhum cabo. A menina olha para dentro da ponta de esfregona a confirmar a ausência do cabo e eu começo a revirar os olhos e a bufar. Mais cinco minutos para explicar a diferença entre esfregonas com e sem cabo, ela a querer que eu fosse lá dentro trocar por outra com o código certo (imagine-se se eu consigo ler aqueles números todos pequeninos sem óculos), depois a querer mandar um colega que conseguisse ler códigos sem óculos e eu sabe? estou com pressa, esqueça a esfregona, levo só as prateleiras. Dito isto, peguei nelas e preparei-me para partir. Aí a menina, a senhora tem de esperar que eu faça a anulação do artigo. E precisa de mim para isso, porquê? Já entreguei o vale de 5 euros que é o preço destas prateleiras. A menina de costas para mim, a preparar-se para um telefonema para chamar a colega dotada para anulações de registos de esfregonas com cabo e eu a ir-me embora com ela aos gritos a insistir para eu ficar e se não queria o comprovativo e mais não sei o quê. Apeteceu-me dizer-lhe para enfiar o comprovativo num sítio que eu cá sei, mas limitei-me a murmurar novamente incompetente do caraças, enquanto me dirigia para o carro.
Demorei quase uma hora para trocar duas prateleiras.
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março 01, 2009
sherlock holmes
Casos de adultério - óbvio. Adultério é coisa tão velha como o casamento, pelo menos, e a dor de corno não passa com aspirinas. Para os amantes de vinganças, para os defensores do seu património e para os que querem sacar o do cônjuge, os serviços de um detective privado serão sempre bem vindos.
Reforçar as polícias públicas - Em épocas de crise dá sempre jeito uma mãozinha extra e as polícias recorrem por vezes a serviços de privados.
Vigiar os filhos - esta foi para mim uma enorme surpresa. Imagine-se que há pais por aí que contratam detectives privados para seguir os filhos. Para saber onde vão à noite. Para saber se bebem ou se consomem drogas. Para saber quem são os amigos. A vigilância é feita através de câmaras escondidas nos quartos, por perseguição, por garotos contratados que se infiltram nos grupos e relatam o que se passa à agência de detectives, por software inserido nos computadores e nos telemóveis que permite aos pais ler mensagens, correio e conversas no messenger.
Não sei se isto é legal nem tão pouco me interessa. O que me espanta e entristece é verificar a que ponto chegou a falta de comunicação entre pais e filhos. A total incompreensão. A falta de vergonha de recorrer a estes meios, de devassar a intimidade dos miúdos, simplesmente por incompetência de chegar a eles da forma mais óbvia: conversando, perguntando, conhecendo, sendo amigo e cúmplice.
Como dizia uma professora de francês que tive no liceu, quando a turma saía dos eixos: eu pasmo, pasmo, pasmo.
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fevereiro 19, 2009
distância focal
Utilizando o seu melhor inglês, aquele que se fala como se se tivesse uma batata quente dentro da boca, dizia o o rapaz:
- you have here a very nice camera, sir, light and compact...
- ......?
- this sir? this is the shutting button
-..........?
- here sir? here you can fix the aperture
- .......?
- ten megapixels, sir
- ........?
- this sir? this is where you can adjust the fucking distance.
O americano olhou para o meu amigo, "the fucking distance...?!" e partiu-se a rir.
O meu amigo olhou para o americano, "the fucking distance!" e partiu-se a rir.
O empregado ficou com cara de parvo a olhar para os dois, que já limpavam as lágrimas e apertavam as barrigas.
E eu parti-me a rir quando ouvi esta história.
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dezembro 27, 2008
restos de natal
Foi tão lindo o natal! Como até somos pessoas preocupadas com a natureza e assim, comprámos presentes na Natura. Para que a nossa menina se transforme numa mulher asseada, comprámos-lhe um aspirador de brinquedo. No dia seguinte, limpámos a casa toda. Não ficou um saquinho nem uma caixa para amostra. Os nossos filhos orgulham-se com certeza de nós e do nosso esmerado asseio no lar.
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junho 02, 2008
nemo olé olé!
Pois com a greve das pescas os pescadores cá do burgo resolveram impedir os peixes espanhois de entrarem nos nossos mercados. Parece-me bem, que isto de fura-greves sempre foi coisa muito mal vista. Este facto já me ensinou hoje a diferença fundamental entre o pescado espanhol e o português.
Em primeiro lugar, o peixe português é muito melhor mesmo que tenha pior aspecto, dizia o jornal, e quanto a isso não tenho dúvidas - um besugo comido em Ayamonte não se compara nem de perto nem de longe com um besugo comido em Vila Real de Santo António. Do lado de cá pois a carne é mais rijinha e mais branca, pois as lascas têm aquela gordurinha no meio, pois o sabor é outra loiça. Atravessa-se o Guadiana e blhec, o besugo sabe a cachucho velho e tem a consistência de uma alforreca. Todos sabemos isto.
Ora o título da notícia dizia: "como distinguir o peixe português do peixe espanhol?". Obviamente que as características que atrás referi só se detectam no acto de deglutir o peixe e não no acto da compra por isso, não querendo de forma alguma ser enganada dispus-me a ler o corpo da notícia com toda a atenção.
Se pensam que basta chegar à banca do peixe com um rádio-gravador de cassetes, pôr Los Romeros de la Puebla a tocar bem alto e ver quais as fanecas que sacam das castanholas de dentro das guelras e desatam a dançar sevilhanas, estão redondamente enganados. Nada disso.
O que se passa é o seguinte: os espanhois lavam o peixe com água a que adicionaram um óleo qualquer que os mantém brilhantes e com um aspecto fresco durante 3 ou 4 dias, enquanto os NOSSOS peixes não levam esse tratamento pelo que entre o 2º e o 3º dias perdem o viço.
Como no 1º dia não se nota diferença, aquele peixe com aspecto fresquinho e brilhante NÃO se deve comprar já que a probabilidade de ser espanhol é grande.
Assim, os consumidores ao chegarem à banca devem olhar para o peixe e escolher o mais baço e de ar mais murcho. Pode ter 3 dias mas é, garantidamente, português.
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maio 26, 2008
nomes
Hoje passei por aqui:
"O anão tareco"? "Para crescer feliz"? Para o anão tareco crescer feliz? Tarecos são os gatos e os desgraçados que tiveram o azar de nascer com uma alteração genética que os impede de crescer têm muito pouco que ver com crianças.
Enfim, falta de talento.
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abril 08, 2008
ah sim?
"Aquecimento global vai reduzir mortes provocadas pelo frio mas fará aumentar vítimas do calor"
Ainda bem que li isto. Sozinha não chegava lá.
A informação é uma coisa útil.
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abril 01, 2008
há muitas marias na terra
Adivinho as chamadas de telemarqueting quando do outro lado do fio me perguntam com voz maviosa: "Seria possível falar com a dona Maria Apelido?". Respondo invariavelmente que não, não é possível.
Hoje fui ao Holmes Place tratar de alterar o meu contrato para um mais vantajoso. O Ruben, que me atendeu levando "apenas" 40 minutos (a coisa era complicada, havia que tirar 3 fotocópias e fazer um telefonema) olhou desplicente para os papeis que eu tinha preenchido e disse-me: então é só um minuto Maria, aguarde aqui por favor. Eu aguardei 15 minutos. Quando voltou e, desculpe a demora, Maria, eu interrompi e disse, Teresa, se não se importa. Ah, disse o Ruben, prefere ser chamada de Teresa? ao que eu retorqui: 80% das mulheres portuguesas chamam-se Maria qualquer coisa. O nome é o qualquer coisa, não acha? Ou chama Maria a todas?
Ficou a olhar para mim com cara de parvo. Ok, eu também não gostava de me chamar Ruben. Se calhar este rapazinho chama-se Ruben Fábio e optou pelo Ruben, entre um e outro venha o diabo e escolha. Mas com as Marias Teresas não funciona assim.
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março 07, 2008
as tias e as leis de murphy
Diz a da esquerda com um sorriso: ai, desculpe, vou já tirar daí as minhas coisas, isto está tudo tão cheio...
Digo eu: claro, não se preocupe, não é grave, cá nos havemos de arranjar.
Diz a da direita, com o rabo bronzeado a olhar para mim deixando adivinhar muitas horas de solário, sem nunca se virar: POIS, ISTO É FATAL COM'Ó DESTINO, TANTOS CACIFOS OCUPADOS E TINHA DE SER O QUE ESTÁ ENCOSTADO AO MEU QUE ALGUÉM HAVIA DE PRECISAR DE ABRIR JUSTAMENTE AGORA. ISTO COMIGO É SEMPRE ASSIM. NÃO HÁ NADA A FAZER. É A LEI DE MURPHY.
Olho de novo para o corpo de costas, uniformemente bronzeado da cabeça aos pés, que agora passa creme pela pele e digo: olhe é igual comigo; tantos cacifos sem ninguém aqui nesta ponta e tinha de ser ao lado do meu que se estava alguém a vestir. Que coincidência, não é?
Claro que não me respondeu. Enquanto pingo e espero que ela me dê um pouco de espaço penso que isto é realmente como uma das leis de Murphy: por mais tias que haja, haverá sempre uma tia mais tia que as outras. Ou então, por mais nua que esteja, uma tia é sempre uma tia.
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fevereiro 27, 2008
contratar e constatar,...
Duvido que o pessoal que escreve coisas aqui no sítio onde eu trabalho leia este blogue, mas já não aguento tanto contraCto e tanto constaCto.
Irra! "Contratar", sem C antes do A!; "Constatar", sem C antes do A!
Cambada de analfabetos.
Ah! E já agora se não escreverem "consta-se que..." também agradeço...
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fevereiro 08, 2008
para que da próxima vez...
... não venhas cá em vão, pá.
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São os que têm dois pés, ok?
De nada, sempre às ordens.
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janeiro 21, 2008
A loura de que tanto se fala...
Vi noutro dia na versão nacional deste programa, uma tipa quase tão loura quanto esta que, à pergunta "como se chamam as aves que no inverno voam para países mais quentes", respondeu com toda a segurança serem "as andorinhas". Adorei. Também teve de copiar a resposta para: "os membros do corpo humano dividem-se em..."
Mas esta bate todas.
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