Claro que há o fruto que dá o nome à cor, e há o pêssego e a nêspera e a abóbora, há um imenso ramalhete de flores, um caranguejo na ria, a falésia a reflectir-se no mar do Algarve e tantas coisas mais.
O ar limpo e seco do deserto deixa-se atravessar sem obstáculos pela luz, pintando a paisagem de fortes contrastes de luz e sombra, em formas que o vento moldou em curvas de corpo de mulher, deixando a superfície da duna lisa e virgem de pegadas.

Subo a duna e é como se fosse a primeira pessoa do mundo a pisá-la, a enterrar os pés nus naquela areia quente. Lá em cima descubro recantos planos no meio das dunas, como ilhas de sal, donde saem troncos de árvores tão secas como tudo o que me rodeia até perder de vista.
Não conheço nada mais laranja neste mundo que as dunas de Sossussvlei na Namíbia.



