Mostrar mensagens com a etiqueta tirem-me daqui. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tirem-me daqui. Mostrar todas as mensagens

agosto 28, 2009

irra!!!!!!!!!!!!!!!

Gostava de saber quem foi o/a #$%&(&%$" de designer gráfico/a que pariu os "cartões de empresa" do instituto de registos e notariado e, já agora, quem é que foi com ele/a para a cama ou assim, para aprovar e pagar a sua criatividade bacoca com o dinheiro dos nossos impostos.

Há necessidade de, num cartão que tem as dimensõs de um vulgar cartão de crédito usar letrinhas tamanho meio milímetro e deixar mooooooooooooonntes de espaço sem nada? É que nem com a $#$&@€£ dos óculos no nariz consigo ler sem margem para dúvidas o meu número de contribuinte, caraças!

agosto 17, 2009

hot hot hot

Não gosto deste calor a não ser que me materialize à beira d'água e me embeba na sua doçura fresca. Corpo a deslizar na água ou água que desliza no corpo, tão transparente e macia como a camisola do dia na canção.

Não gosto deste calor de ananases (vá-se lá saber por que se diz calor de ananases e não de bananas que são bem mais quentes, digo eu) que me faz a pele pegajosa, humidades e suores misturados com pós e coisas que andam pelo ar, a menos que possa estar como vim ao mundo espojada num lençol branco, lavado e bem esticado, com um pano molhado pendurado no vão da janela aberta e que a brisa liberte de frescura.

Não gosto deste calor a não ser à noite, se me passeio à beira-rio, escapando-me de todos os outros que se passeiam de noite à beira-rio porque não gostam deste calor e por ali sempre têm a ilusão de vagas brisas, mais largas ainda assim que as dos aparelhos de ar condicionado que se regulam para 18ºC e não fazem o termómetro baixar dos 24.

Não gosto deste calor que aquece como uma estufa o meu apartamento de último andar, apesar das vistas da varanda e das larguezas que lhe gabo.

Não gosto deste calor, a menos que o tenha num qualquer destino onde a vontade me leve e ele avive os cheiros a terra ventre parindo naturezas e cores e sabores que até aí me eram estranhos.

Não gosto deste calor, ainda que a minha alma me leve sempre para Sul os passos.

Não gosto deste calor aqui.

junho 29, 2009

já só penso...

...que daqui por 4 dias vou de férias. Férias à séria. 3 semanas seguidas.

Sexta feira deixei 90 mails por ver. Ontem, Domingo, em duas horas de trabalho não remunerado, dei conta de 50 e deixei 40 para hoje. Quando cheguei hoje de manhã, tinha a caixa assim:

Não tarda grito.

junho 01, 2009

malta com cursos superiores e tal

Uma pérola na minha caixa do correio:

"Aguardo o seu contacto para combinar-mos uma data para uma reunião no sentido de acertar-mos a metodologia de trabalho e assentar-mos ideias quanto às obrigações contratuais do serviço promotor/executor."

Que giro. Agora vamos escrever isto de novo como se falássemos (perdão, falásse-mos) de outros usando a terceira pessoa do plural.

"Aguardo o seu contacto para eles combinar-em uma data para uma reunião no sentido de acertar-em a metodologia de trabalho e assentar-em ideias quanto às obrigações contratuais do serviço promotor/executor."

Não faz muito sentido mas fica fixe. Experimentemos (ou experimente-mos, espera, esta tem de levar assento circunflexo, quando não parece que peço a alguém que experimente os meus sapatos; pois experimetê-mos) com a segunda pessoa do singular:

"Aguardo o teu contacto para combinar-es uma data para uma reunião no sentido de acertar-es a metodologia de trabalho e assentar-es ideias quanto às obrigações contratuais do serviço promotor/executor."

Esta ortografia é engraçada e nova mas, para além de gastar tinta desnecessária com os tracinhos, pode gerar alguns equívocos como por exemplo se alguém escrever:

"Ao comer-mos paga-mos".

Não há pachorra. Mesmo.


maio 19, 2009

coisas que se podem fazer...

... enquanto se assiste a um espectáculo mesmo manhoso* no Jardim de Inverno do S. Luís:

1 - Tentar pensar noutra coisa para não se ficar demasiado deprimido;
2 - Havendo piano de cauda, o qual deverá ter, supostamente, a tampa aberta, procurar identificar os reflexos que se formam na face interior da dita tampa;
3 - Ignorar os suspiros de tédio do acompanhante, pela mesma razão expressa em 1, elevada ao quadrado;
4 - Contar os carros que passam na rua e ver o brilho dos carris do eléctrico, tudo isto reflectido no telhado de vidro da sala;
5 - Quando 1, 2, 3 e 4 já não chegarem, aceitar de pronto a sugestão do acompanhante e cavar rapidamente dali para fora, mesmo incomodando ligeiramente (paciência) os restantes espectadores.

* "Umas e outras" Pobre Vinícius... Às voltas no túmulo, pela certa.

abril 14, 2009

trocas

Hoje fui ao aki, que agora já não se chama aki mas outra coisa qualquer, para trocar umas prateleiras que comprei no sábado por outras mais pequenas (chato do gato que não me sai de cima, já o pus no chão umas vinte vezes...). Convém explicar que as duas prateleiras, pois de duas se tratava, estavam em promoção e tinham custado 2.5€ cada uma (coisa ideal para a minha oficina de pinturas e merdas dessas). Pois lá fui de prateleiras debaixo do braço ao balcão de devoluções já com pressa (a hora do almoço foi de trocas, antes tinha ido ao Cacém trocar uma caixa de guaches que trazia dois tubos de branco em vez de um branco e um amarelo). Esperei a minha vez, duas pessoas à frente, coisa de 10 minutos. Entreguei as prateleiras à menina e em troca recebi um vale (válido em qualquer loja não sei quê até 30 de maio) de 62.50€. Eh pá, isto é o milagre da multiplicação dos euros, pensei. Observando o papel com mais detalhe vi que a menina tinha colocado 25 prateleiras em vez de 2, como se eu fosse mulher para levar debaixo do braço 25 prateleiras de 800X200X19mm. Quando lhe disse, olhe, por mim tudo bem, não me importo nada de receber 57.50€ a mais, mas para si se calhar é chato, ela ficou a olhar para mim com cara de parva, pegou no papel e voltou a passar o leitor do código de barras numa das prateleiras. Como aquilo não estava a bater certo, dirigiu-se ao telefone para chamar alguém mais dotado. Aí eu disse-lhe que o problema era só um multiplicador errado e lá a convenci a anular a coisa e dar-me o vale de 5€ a que tinha direito. Só com esta atitude honesta e magnânime perdi uns bons 25 minutos. A menina, ao tentar anular e refazer o vale encravou o sistema, o computador, o teclado, aquela trapalhada toda e não se safou sem que viesse mesmo alguém mais dotado para lhe dizer que, afinal, bastava carregar num botãozinho que estava mesmo ali à mão de semear.

Lá fui de papel na mão e a murmurar incompetente do caraças até ao sítio das prateleiras em promoção. Com o tamanho que eu queria, 600X200X19mm já só havia mesmo duas, ligeiramente amassadas mas, para o que é e àquele preço (os mesmos 2.5 euros cada) serviam muito bem. A caminho da caixa passei por acaso perto das esfregonas, lembrei-me de que precisava de uma ponta (o cabo está bom) e peguei numa que custava dois euros e tal. Chegada à caixa, apresentei o vale, as prateleiras e o cabelame da esfregona e refilei quando a menina me pediu para pagar sete euros e não sei quanto. A menina passou novamente o leitor pelo código de barras (deve ser norma lá no burgo) e disse ah, mas é este o preço, e eu ah, mas aí na sua caixa diz esfregona com cabo e não está aqui nenhum cabo. A menina olha para dentro da ponta de esfregona a confirmar a ausência do cabo e eu começo a revirar os olhos e a bufar. Mais cinco minutos para explicar a diferença entre esfregonas com e sem cabo, ela a querer que eu fosse lá dentro trocar por outra com o código certo (imagine-se se eu consigo ler aqueles números todos pequeninos sem óculos), depois a querer mandar um colega que conseguisse ler códigos sem óculos e eu sabe? estou com pressa, esqueça a esfregona, levo só as prateleiras. Dito isto, peguei nelas e preparei-me para partir. Aí a menina, a senhora tem de esperar que eu faça a anulação do artigo. E precisa de mim para isso, porquê? Já entreguei o vale de 5 euros que é o preço destas prateleiras. A menina de costas para mim, a preparar-se para um telefonema para chamar a colega dotada para anulações de registos de esfregonas com cabo e eu a ir-me embora com ela aos gritos a insistir para eu ficar e se não queria o comprovativo e mais não sei o quê. Apeteceu-me dizer-lhe para enfiar o comprovativo num sítio que eu cá sei, mas limitei-me a murmurar novamente incompetente do caraças, enquanto me dirigia para o carro.

Demorei quase uma hora para trocar duas prateleiras.