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janeiro 19, 2009

why me?

Hoje levantei-me como todos os dias, talvez um pouco mais cedo e com um pouco mais de pressa. Tomei banho, vesti-me, pus os cremes do costume no rosto, comida e água nos gatos, saí com o cão e dirigi-me ao café de de sempre para tomar o pequeno-almoço. Despi o casaco, sentei-me, passei os olhos pelo jornal durante o galão e o pão com manteiga, levantei-me, vesti o casaco, paguei a conta, fui pôr o cão em casa, dirigi-me para o carro, apanhei trânsito pelo caminho e cheguei 10 minutos atrasada à reunião que tinha às 9h30m.

Corri até à porta do edifício, subi no elevador, percorri o corredor até à porta do fundo, cumprimentei a secretária e entrei no gabinete onde já estavam os outros quatro. Despi o casaco que pendurei na cadeira, sentei-me, abri a carteira para tirar o livrinho de apontamentos, os óculos, o telemóvel e uma esferográfica. A meio da reunião, deu-me a dor de barriga matinal e levantei-me para ir até ao wc, percorrendo o corredor em sentido contrário e de novo para trás.

Quando a reunião acabou pus as minhas coisas dentro da carteira, levantei-me, vesti o casaco, despedi-me dos outros, palmilhei de novo o corredor, dispensei o elevador e desci pelas escadas. À porta de saída, na rua, cruzei-me com um colega a quem tinha pedido umas coisas aqui há uns dias e aproveitei para lhe perguntar: então aquilo e tal? ao que ele me respondeu que tinha tudo lá em cima no seu gabinete e que se eu subisse me podia dar já. Subi as escadas até ao primeiro andar conversando com ele, passámos uma porta, novo corredor, entrámos no gabinete do secretariado para pegar parte das coisas, voltámos atrás a outro gabinete para buscar mais umas quantas e saímos de novo para o corredor.

E foi aí. No chão de mosaico branco e imaculado, a renda preta em forma de cuequinhas a olhar para nós e o meu colega: então mas agora alguém anda aqui a largar cuecas? enquanto se baixava para apanhar as ditas. Olhou para mim de cuequinhas rendadas na mão com um ar espantado. Eu tirei os meus olhos dos dele e mirei as cuecas pretas, um nadinha sexy. Numa fracção de segundo percebi que são minhas e relativamente novas e boas e que fazem conjunto com um soutien e que não me apetecia de todo ficar sem elas mesmo com o embaraço de não fazer a menor ideia de como sairam da minha casa e se materializaram ali, primeiro no chão e depois na mão do meu colega. Em 3 tempos peguei nelas, gaguejei que eram minhas, que deviam ter vindo agarradas à minha roupa e caído ali e enfiei-as rapidamente na carteira enquanto me desfazia em desculpas. O meu colega, simpático, diz-me deixa lá, isso acontece a qualquer um.

Acontece? Duvido mesmo. Onde estaria aquela porcaria pendurada durante todas as voltas que dei antes de ter caído?

novembro 10, 2008

o milagre dos peixes...

... ou como de um pneu se fazem dois.

Ainda a propósito disto, hoje na oficina:

- Bom dia (e tal), preciso de um pneu novo. Rebentou-se um.
- Ah pois... quer ver? Olhe aqui: este pneu já estava todo ressequido, ainda deve ser o pneu de origem.
- Se calhar é. Não faço ideia. Mas como o sobressalente é novinho, veja lá, ainda tem os piquinhos de borracha e tudo, pomos o velho que não furou de reserva e substitui-se por um novo, hum?
- Bom, eu posso fazer isso, mas quando a senhora for à inspecção, não passa.
- Não passa porquê se os pneus são novos e iguais? Os da frente mudei-os há pouco tempo...
- Sabe, é que são iguais mas não são da mesma marca e eles lá na inspecção só aceitam ou todos da mesma marca ou dois de cada.
- O quê? Mas tem o mesmo diâmetro, a mesma largura bolas, é igual, não?
- Pois mas têm de ser iguais e da mesma marca e este aqui já não se fabrica
.

Bom, o pneu sobressalente (novinho, com piquinhos de borracha e tudo) voltou para o seu sítio no porta-bagagens e dois novos a pisar a estrada, da mesma marca dos que tinha, já agora.

Não percebo isto mas também... há tanta coisa que não percebo...

E assim, sempre me sinto mais segura. É isso, esta medida é só para nos proteger. É, não é?

novembro 09, 2008

será da lua?

É normal ter uma bateria pifada numa Sexta-feira e um furo no Domingo seguinte?

A bateria pegou com cabos. O suficiente para levar o carro até à oficina, desligá-lo e constatar que puf, não pegava outra vez. Morta, defunta, falecida.

O pneu dei por que estava furado quando comecei a ouvir flop flop flop. Deu para ir até à estação de serviço mais próxima. Uns 500m devagarinho. O suficiente para ficar todo rasgado do lado de dentro.

Será da lua? Saio de carro amanhã?

novembro 05, 2008

alguém...

...tem uma aspirina?

umas pastilhas para a tosse?

lenços de papel?

mãe.......! vem-me assoar!