março 09, 2009

tempos in úteis

É verdade, como te disse, que me canso de mim assim como sou. Canso-me de mim a querer fazer tanta coisa e no final a não fazer nada. Como se tivesse um caderno em que fosse preenchendo as folhas com listas, cronogramas, diagramas com bolas, losangos, quadrados e muitas setas. E uma vez esse caderno acabado, preencheria outro e mais outro, até ter uma prateleira inteira cheia de cadernos bem alinhados, e mais nada, sempre muito pouco mais que nada.

Canso-me de mim assim como sou. De gastar o tempo com inutilidades como sentar-me ali fora na varanda, pés apoiados no varandim a medir a cidade a palmo. Dois palmos da torre da basílica até ao topo do pilar da ponte, meio palmo daí até ao Cristo-Rei e, de lá a Cacilhas, três palmos bem medidos. E quando já não há nada que me interesse medir a palmo, conto quantos barcos passam no meu pedaço de rio em meia-hora, quantos aviões no meu pedaço de céu ou, se calha o tempo trazer as gaivotas até cá acima, tento contá-las sem repetir nenhuma.

No fim do dia, conto quantas coisas não fiz das que queria ter feito.

Lá no fundo, gosto dos tempos inúteis, fazem-me sentir dona de todo o tempo do mundo. Mesmo assim, canso-me de mim assim como sou.

março 07, 2009

a quinta frase

E, num relance, o Pedro propõe-me o seguinte:

1 - Agarrar o livro mais próximo
2 - Abrir na pág. 161
3 - Procurar a quinta frase completa
4 - Colocar a frase no blog
5 - Indicar 5 pessoas para continuar a tarefa

Ora os livros que leio de momento estão lá na mesa de cabeceira. Não são os mais próximos. Esses estão aqui na estante atrás de mim. Pezinhos no chão e faço rodar a cadeira até chegar à estante. Estico o braço e tiro um às cegas.

Humm... "Diários de Viagem - desenhos do quotidiano" de Eduardo Salavisa. Com sorte, talvez a pág. 161 seja de texto. Pois,


não é.

Tentemos de novo: "Cem Poemas Portugueses do Adeus e da Saudade", selecção, organização e introdução de José Fanha e José Jorge Letria. Pág. 161, 5ª frase completa. Para mim, mulher de ciências, em poesia é bem mais complicado separar frases. Aliás, nem vejo o interesse. Mas foi o que saíu. Julgo que esta estrofe é apenas uma frase (serão duas?) e sendo uma, parece-me ser a 5ª (podia ter-me saído um romance, não era?). Então é assim:

"Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti."

Lindo. De Alexandre O'Neill "Um adeus português"

E os cinco a quem encomendo a mesma tarefa:

Ana
Maria V
Huck
Pedro
PKB

março 06, 2009

lingerie


Recebi um e-mail com esta foto que dizia "eu quero ir aos saldos da Rua de Santo António". Isto é no Porto, certo?

À velocidade a que as coisas se espalham na net, mesmo que apanhe o Alfa Pendular, chego lá e deve haver uma fila enorme, não?

março 04, 2009

andamos a brincar?

Será normal um miúdo começar as aulas do 2º semestre do seu 1º ano de faculdade sem saber as notas que teve no 1º semestre?

Será normal um miúdo começar as aulas do 2º semestre do seu 1º ano de faculdade sem saber as notas que teve no 1º semestre e chegar à escola e constatar que os horários que andou diariamente a verificar online durante as férias continuam com 3 aulas de 3 cadeiras diferentes à mesma hora?

Será normal um miúdo começar as aulas do 2º semestre do seu 1º ano de faculdade sem saber as notas que teve no 1º semestre, chegar à escola e constatar que os horários que andou diariamente a verificar online continuam com 3 aulas de 3 cadeiras diferentes à mesma hora e não conseguir mais do que um comentário de um professor: "ah pois, esta escola é a que tem o melhor equipamento da península ibérica mas só conta com uma pessoa para fazer os horários do curso todo e depois acontecem estas coisas"?

Será normal um miúdo começar as aulas do 2º semestre do seu 1º ano de faculdade sem saber as notas que teve no 1º semestre, chegar à escola e constatar que os horários que andou diariamente a verificar online continuam com 3 aulas de 3 cadeiras diferentes à mesma hora, não conseguir mais do que um comentário de um professor: "ah pois, esta escola é a que tem o melhor equipamento da península ibérica mas só conta com uma pessoa para fazer os horários do curso todo e depois acontecem estas coisas" e os pais desse miúdo estarem a pagar uma pipa de massa de mensalidade e terem pago outra pipa de massa de propinas?

Pois eu não acho normal e, sem saber, quase que arriscaria a jurar que isto não se passa nas universidades públicas. Ou será que se passa?

Começo a perceber porque é que chamam àquilo chulófona.

dos lábios desejo

Ai lábios de beijo
de tanto desejo
carnudos morangos
de sumo a escorrer
macias cerejas
doces de mel

teus lábios de anjo
minha maldição
sonhos inquietos
de olhos abertos
ai perdição

nu


bifurcações
angulosidades
rectas
agudas
obtusas
por vezes rasas
nunca completas

rugoso de velho
forte é o tronco
quase aprumado
quase

fuste de embuste
que me diverges
em mil linhas
rendilhando céus

março 02, 2009

teaching little fingers to play

Com muita pena minha, nunca aprendi a tocar piano mais do que o que seria possível num ano de tardes de sábado quando ainda andava na escola primária. Tinha aulas de piano e solfejo com mais uns quantos miúdos e o tempo livre de instrumento para cada um era escasso.

As aulas foram decorrendo até chegar o dia em que a professora me disse que eu tinha de praticar em casa, quando não, não era possível fazer grandes progressos. Os meus pais eram funcionários públicos o que, naquele tempo, significava viver com os tostões contados sem grandes hipóteses de extras, de forma que quando pedi um piano não tive sorte nenhuma... A professora ainda insistiu um pouco, primeiro comigo, depois com a minha mãe e, quando viu que dali não vinha piano nenhum deixou de me dar a mesma atenção. É curioso como só agora que penso nisso, me apercebo como a coisa foi deliberadamente feita para que eu, e os outros nas minhas condições, acabássemos por desistir. Lembro-me de me sentir mal nas aulas porque não avançava como os outros miúdos que tinham possibilidade de tocar em casa e de passar a pertencer ao grupo dos atrasados. Havia aulas em que já só fazíamos o solfejo e não havia tempo de piano para nós.

Tive muita, muita pena mas nunca devo ter deixado transparecer isso, pois quando aqui há tempos conversava com a minha mãe sobre as coisas boas e más que recordava da minha infância e referi a história do piano, ela ficou admiradíssima e ainda me disse que, se ela e o meu pai tivessem percebido, teriam feito o esforço de comprar um. Devia ter feito um berreiro... Não devia nada, coitados dos meus pais.

Bom, uns valentes anos mais tarde, quando já andava na faculdade e namorava o pai do meu filho, a irmã dele que terminara o curso há pouco e tinha começado a trabalhar, resolveu alugar um piano vertical a meias com um amigo e retomar as aulas que também tinha largado em miúda. Claro está que, nessa altura, nós os dois também quisemos usufruir do dito. O piano foi colocado no quarto de costura e engomados e, para desespero dos meus sogros, passávamos os quatro serões intermináveis à volta do piano, primeiro matraqueando musiquinhas infantis e, mais tarde, os dois irmãos, ela com aulas e ele com talento, arriscando passagens de ragtime que tiravam de ouvido dos discos do Scott Joplin.

Por falta de aulas, de tempo ou de talento, nem eu nem o amigo que pagava metade do aluguer passámos da edição da altura, deste livrinho:


Mas um dia destes ainda arranjo um piano e volto a tentar que, nestas coisas, não deve haver duas sem três.

março 01, 2009

sherlock holmes

Li aqui há dias no jornal uma reportagem sobre o negócio dos detectives privados e aquilo para que são mais chamados.

Casos de adultério - óbvio. Adultério é coisa tão velha como o casamento, pelo menos, e a dor de corno não passa com aspirinas. Para os amantes de vinganças, para os defensores do seu património e para os que querem sacar o do cônjuge, os serviços de um detective privado serão sempre bem vindos.

Reforçar as polícias públicas - Em épocas de crise dá sempre jeito uma mãozinha extra e as polícias recorrem por vezes a serviços de privados.

Vigiar os filhos - esta foi para mim uma enorme surpresa. Imagine-se que há pais por aí que contratam detectives privados para seguir os filhos. Para saber onde vão à noite. Para saber se bebem ou se consomem drogas. Para saber quem são os amigos. A vigilância é feita através de câmaras escondidas nos quartos, por perseguição, por garotos contratados que se infiltram nos grupos e relatam o que se passa à agência de detectives, por software inserido nos computadores e nos telemóveis que permite aos pais ler mensagens, correio e conversas no messenger.

Não sei se isto é legal nem tão pouco me interessa. O que me espanta e entristece é verificar a que ponto chegou a falta de comunicação entre pais e filhos. A total incompreensão. A falta de vergonha de recorrer a estes meios, de devassar a intimidade dos miúdos, simplesmente por incompetência de chegar a eles da forma mais óbvia: conversando, perguntando, conhecendo, sendo amigo e cúmplice.

Como dizia uma professora de francês que tive no liceu, quando a turma saía dos eixos: eu pasmo, pasmo, pasmo.

fevereiro 19, 2009

distância focal

Numa loja de material fotográfico entra este meu amigo, precisamente quando o vendedor, um rapaz simpático e bem falante, enumerava as caraterísisticas de uma câmara a um cliente americano.

Utilizando o seu melhor inglês, aquele que se fala como se se tivesse uma batata quente dentro da boca, dizia o o rapaz:

- you have here a very nice camera, sir, light and compact...
- ......?
- this sir? this is the shutting button
-..........?
- here sir? here you can fix the aperture
- .......?
- ten megapixels, sir
- ........?
- this sir? this is where you can adjust the fucking distance.

O americano olhou para o meu amigo, "the fucking distance...?!" e partiu-se a rir.
O meu amigo olhou para o americano, "the fucking distance!" e partiu-se a rir.
O empregado ficou com cara de parvo a olhar para os dois, que já limpavam as lágrimas e apertavam as barrigas.

E eu parti-me a rir quando ouvi esta história.

fevereiro 18, 2009

rima

gosto tanto
do mar do rio

que

gostava que águas
não rimasse com mágoas

tempo


Vais e vens como um barco de rota incerta, sem hora ou tempo de atracar ao cais.

Já deixei de olhar o horizonte das águas em busca da tua silhueta esguia no contraluz da tarde, já deixei.

Sei que à entrada do porto algo tão leve e efémero como um bater de asas ou um laivo de espuma te fará virar o leme noutra rota de destino que nem tu vislumbras.

Como um menino de calções perseguindo uma bola de sabão, como um gato ziguezagueando uma borboleta.

Num fim de tarde tão improvável como qualquer outro, lá estarás de novo qual barco atracado ao cais sem rota certa ou hora ou tempo, a dizer-me olá como se nada fosse naquela capacidade apenas tua de comprimir as luas num só dia.

palavras ao acaso

se assim fosse o que sou
sem o que tenho
e estivesse onde estou
sem estar aqui
se ousasse ouvir
o rasgar da manhã
no fechar da noite

quanto assim seria
tanto e quanto
como o que não via
ou sentia

(saem as palavras soltas do bico da caneta
dou-lhes forma sem lhes pensar o conteúdo
na mão o instrumento de algo que não sai de mim
mas através de mim passa
numa vontade lassa de sorrir o dia)

fevereiro 15, 2009

o caminho para casa

Ele aproximou-se dela motivado por um sentimento protector que jamais experimentara antes. Nunca as mulheres o tinham verdadeiramente interessado, exceptuando a mãe com quem sempre vivera. Levava uma vida pacata, de dias iguais como grãos de areia, as novidades no jornal da manhã com o café tomado no sítio de sempre, o autocarro para a repartição, o almoço na cantina, o regresso para o jantar maternal e o sofá onde cabeceava frente ao televisor, antes de recolher ao aconchego dos lençóis. Uma vez por mês atendia às necessidades que a sua masculinidade lhe impunha com uma rapariga que parava pelo Conde Redondo.

Os dias corriam assim sem sobressaltos nem outras precisões até que ela se sentou na secretária do fundo, defronte da máquina de escrever já gasta, num ângulo que colidia com o seu olhar sempre que o levantava dos papeis em que preenchia longas colunas de números.

Ela era pequena e leve e tão branca que se podia ver o sangue a percorrer as veias que levantavam a pele translúcida que o invariável preto dos vestidos realçava. Aos seus olhos ela não andava como toda a gente, mas deslizava suavemente a curta distância do chão como que movida pela simples aragem do virar das páginas dos livros de contabilidade. Diria ele que ela se quebraria ao menor toque e ficaria reduzida a um monte de cacos de fino vidro no chão de linóleo, que ele depois teria de varrer por entre lágrimas do remorso de não a ter segurado a tempo.

Assim se chegou a ela, primeiro seguindo-a à distância certa de uma passada e um braço, depois pondo-se ao lado dela e acompanhando-a onde quer que fosse. Ela aceitou aquela presença com a naturalidade de quem, como ela, passava pela vida sem deixar marcas.

E assim se passaram anos, sem que entre os dois se tivesse trocado uma palavra, um toque ou um olhar, ela cada vez mais leve e transparente, ele segurando-a pelo vestido para que não voasse pois reparara que os seus pés, que dantes mal tocavam o chão, agora deslizavam a uns bons 15 cm de altura.

Num dia em que o vento soprava mais forte e ele a acompanhava a casa, uma rajada súbita e a ponta do vestido que ele segurava delicadamente soltou-se-lhe da mão, deixando-o sozinho no passeio enquanto ela evitava as copas das árvores e começava já a ultrapassar os telhados dos prédios.

Nesse momento em que a viu subindo, de vestido preto ondulando suavemente, percebeu que, se não a seguisse, ficaria como ela, cada vez mais leve e vazio até desaparecer de vez. Esqueceu todas as leis da física, que de qualquer modo nunca tinha aprendido como deve ser, e levantou voo a tempo de a ver passar atrás da torre 3 das Amoreiras em direcção a Sul.

Voaram assim, ela à frente e ele seguindo-a, deixando a cidade para trás, primeiro ao longo do rio, depois por cima de campos verdes e amarelos. Quando já não havia casas, nem animais nem pessoas, ela começou a subir mais em direcção ao céu. Ao longe, bem no alto, ele viu uma porta entreaberta. Sentiu-se em paz. Chegava finalmente a casa.

Texto escrito em resposta ao desafio da Ana, do Porta do Vento.

fevereiro 01, 2009

grito

se quiseres
soltar palavras
que já não falas
de tão gastas
que já não ouves
de tão surdas
grita-as molhadas
ao vento e à chuva
e vê como se dissolvem
na liquidez do dia

hoje está...

...bom para--------------------------->>> let's do it!!!!!!!!!!!!



O vídeo, é o menos mau que encontrei no tubo para esta música, mas enfim, o melhor é mesmo a letra do Chico Buarque e a voz rouca de Elza Soares.

janeiro 31, 2009

não tenho título para esta entrada...



...nem palavras. Só palmas.

janeiro 30, 2009

caetano. chico também. mas, caetano

Encontrei este vídeo na vieira do mar e não resisti a colocá-lo aqui.

Adoro o Caetano. Agora também, mas mais ainda quando era assim novinho e hippie como neste filme. Estas duas músicas estão para mim bem mais ligadas à Maria Bethânia, às versões que ela canta no Drama - 3º ato, disco que ouvi até à exaustão quando tinha uns 16 anos e que recuperei mais recentemente em mp3, um must, com textos e poemas declamados pela baiana na sua voz quente e doce.

Mas gosto destas também. E gosto sobretudo do sorriso do Caetano (adoro sorrisos) e encantam-me os trinados que tem na voz de quando em vez.



Fica a letra de Tatuagem, do Chico, para quem quiser relembrar enquanto ouve.

Quero ficar no teu corpo
Feito tatuagem
Que é prá te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem...

E também prá me perpetuar
Em tua escrava
Que você pega, esfrega
Nega, mas não lava...

Quero brincar no teu corpo
Feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem...

E nos músculos exaustos
Do teu braço
Repousar frouxa, murcha
Farta, morta de cansaço...

Quero pesar feito cruz
Nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem...

Quero ser a cicatriz
Risonha e corrosiva
Marcada a frio
A ferro e fogo
Em carne viva...

Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam
O corpo todo
Mas não sentes...



janeiro 29, 2009

snba update #4 - desenho em 3d

Na última aula, na passada 6ª feira, tivemos uma experiência interessante, decorrente do desafio proposto: desenhe a 3 dimensões. Modelo: o pobre R, sentadinho numa cadeira sobre uma placa giratória que o professor ia rodando para apanharmos os vários ângulos. Material: mãos e plastilina, uma coisa mais rija e plástica que a plasticina, também mais rija que o barro, produtora de bolhas nos dedos de tanto tentar moldá-la. Vantagem - tal como a plasticina não seca. Altura da peça -cerca de 30 cm.




snba update #3 - da cabeça

No 2º ano dedicámos algumas sessões ao estudo de cabeças. Aqui, o mais simples é mesmo desenhar o colega do lado que, para o efeito, passa a estar em frente. O exercício é um tanto ou quanto perturbador porque nos obriga a olhar o outro com uma atenção algo invasiva e desenhá-lo enquanto nos sentimos observados ao milímetro. Mas tem a sua graça e permite-nos lançar alguns piropos supostamente inocentes quando o colega é do sexo oposto. Fazem-se estudos a lápis, a óleo, a pastel e, finalmente, à escolha do freguês. Reparem na tendência estranha que tenho para fazer olhos enormes e esbugalhados... Tenho de treinar mais isto dos olhos.

março/2008 - grafite sobre papel

março/2008 - óleo sobre papel craft - cor natural


abril/2008 - pastel seco sobre papel craft - desafio: solte um pouco a sua imaginação


abril/2008 - pastel seco sobre papel craft - desafio: faça o que lhe passar pela cabeça!


março/2008 - cera e aguada sobre papel craft - pose de 5 minutos - modelo: busto em gesso com pano


junho/2008 - esferográfica sobre papel - modelo: busto em gesso com pano e objectos

snba update #2 - do óleo e não só

No 2º período do 2º ano pegamos pela primeira vez em óleos e respectivos pincéis. As primeiras abordagens são feitas com desenho do modelo completo, primeiro com preto e branco, depois com branco e uma cor e, finalmente, com cor real. Como sempre, o tempo é escasso. As poses são de 40 a 50 minutos, não mais.

janeiro/2008 - óleo sobre papel craft - branco e preto




janeiro/2008 - óleo sobre papel craft - branco e terra de siena queimada


janeiro/2008 - óleo sobre papel craft - branco e vermelho


fevereiro/2008 - óleo sobre papel craft - cor real (vá lá, não se riam, eu sei que este ficou péssimo mas só tenho mais um que ainda está pior)

No exercício seguinte a proposta já era com maior grau de liberdade - cores à escolha, pastéis secos
abril/2008 - pastéis secos sobre craft