abril 22, 2008

slow food

Já todos fomos ao macdonaldo e à pisa-âte e a esses sítios onde se come comida de plástico servida ao balcão por rapazinhos e rapazinhas de boné. Confesso que por vezes, ao Domingo, sem pachorra para perder tempo com cozinhas e restaurantes, também engulo um humburguer com umas batatas fritas gordurentas e uma grande coca-cola para neutralizar o resto do repasto. Invariavelmente, a seguir, sinto-me acometida de culpas várias, como por exemplo:

- culpa do pecado - fui preguiçosa
- culpa social - contribuí para a engorda dos monopólios do imperialismo americano
- culpa sanitária - esta porcaria faz-me mal

Felizmente que isto só se passa nalguns Domingos. De contrário, do que eu gosto mesmo é de comidinha tradicional a fumegar no meu prato acompanhada de um bom tinto, de doçaria conventual, de queijinhos campestres de várias nacionalidades, de camarões com cerveja, de paio de barrancos, de prosciuto de parma, enfim de coisas mesmo BOAS (para o meu gosto, claro, que o "bom gosto" é coisa que não entra no meu vocabulário).

É por isso que gosto deste movimento chamado "Slow Food", cujo símbolo, muito apropriado, é este:



Os promotores da Slow Food, organização que se espalha já por vários países (incluindo Portugal, cujo site tem a última entrada datada de dezembro de 2006 (!!) então, senhores?) merecem todo o meu apoio. Promovem a produção regional de produtos alimentares tradicionais de qualidade, esmifram-se a lutar contra as cadeias de fast food, organizam feiras e outros eventos, protegem os pequenos agricultores opondo-se à industrialização excessiva da agricultura e transmitem-nos basicamente esta mensagem:

Comer devagar, saboreando, o que se produz devagar, é mesmo bom.

Tenho para mim (gosto de usar esta expressão) que a ASAE devia mas é ter umas aulas com a malta da slow food e deixar de nos moer a cabeça com esta coisa de preterir o croquete em favor da hamburguesa de plástico.

4 comentários:

Gonçalves disse...

De vez em quando, cá em casa, tb não se resiste e lá vamos. 90% das vezes sem os miúdos. É uma relação de amor/ódio. Dá vontade, come-se e a seguir reclama-se com o enfartamento.
Enfim.
;-)

Sofia disse...

Também sou adepta do slow food!

'do que eu gosto mesmo é de comidinha tradicional a fumegar no meu prato acompanhada de um bom tinto, de doçaria conventual' e ets... subscrevo, assino por baixo e junto-me a ti!

Deste-me cá uma fome, miúda! Então isto faz-se a alguém em estado de graça como eu? E ainda por cima, agora, não posso comer quase nada disso! Vou chorar, fazer birra e amuar!

beijos

av disse...

É gira, esta ideia do slow food! Não conhecia. Aplaudo entusiasticamente ... mas devagar, como convém.
Beijo

MariaV disse...

Pode-se não conhecer, mas praticamos. Oh, se praticamos, TCL, Ana e Sofia. Os nossos jantares são com comidinha feita em casa, belos tintos, e demoram sempre muuuuuuitas horas. Essa é que essa!
Beijos